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Saiba mais sobre aves silvestres

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Dentre as aves, as calopsitas são as preferidas. Originária da Austrália é um psitacídeo da mesma família das cacatuas. Na natureza, alimentam-se de sementes, frutos e insetos.
Diferentemente dos outros psitacídeos que preferem o topo das árvores, costumam alimentar-se no chão. São muito inteligentes, de fácil interação, e baixa agressividade. Costumam ser menos “barulhentas” do que os periquitos e menos agressivas do que os papagaios. Por volta de 1884, a Calopsita já era facilmente encontrada nos aviários europeus. Contudo, tornou-se mais popular a partir do surgimento da primeira mutação de cor, o arlequim, pouco antes de 1950, na Califórnia. A partir daí, outros padrões de cores foram sendo fixados, ganhando enorme popularidade, igualando-se, praticamente àquela do periquito australiano. É um pássaro perfeito para quem quer uma relação mais íntima com uma ave. São divertidos e leais ao bando, do qual o dono passa a fazer parte.

Os periquitos australianos, que já estiveram na moda há um tempo atrás, chamam atenção por suas cores variadas, mas às vezes incomodam pelo excesso de barulho que costumam fazer. São considerados bagunceiros, portanto, se quiser ter um, vá se preparando para suas traquinagens.

Os papagaios são considerados os mais inteligentes e interativos, com boa interação verbal e contato físico, se forem ensinados desde cedo, porém são mais irritadiços e as vezes até agressivos. Outra característica dos papagaios é que eles elegem com quem se relacionar, digamos assim, não vão com a cara de qualquer um. Então, não se iluda se você tiver o sonho de ter um papagaio e, no final, ele só der bola para outra pessoa da família.

Canários são apaixonantes, tanto por serem belas aves, quanto pelo seu canto suave. Afinal de contas é uma delícia, acordar todas as manhãs com seu canto suave. Contudo, entre as aves criadas como pet, os canários são uma das mais frágeis, e podem morrer facilmente por excesso de vento, sol, ou até por inalação de gases, portanto, mantenha o seu longe da cozinha enquanto estiver cozinhando, e longe de produtos químicos também, pois se intoxicam facilmente.

Entre as aves citadas acima, os papagaios são os únicos encontrados na natureza, enquanto os canários, calopsitas e periquitos australianos, só se vêm ao ar livre quando fogem das gaiolas, pois não duram muito nas condições climáticas brasileiras e com a dificuldade de encontrarem todos os alimentos que necessitam ao ar livre.

Muitos tutores não gostam que se cortem as asas de aves, mas se a ave em questão não tem espaço para voar numa gaiola, e considerando que se fugir e for para a nossa natureza não terá como se alimentar sozinha e se adaptar, melhor que ela não consiga voar do que voar, fugir e não sobreviver.

Nas lojas da Terra Zoo você encontra uma grande variedade de gaiolas, brinquedos, alimentos e acessórios, para sua ave de estimação.

Importante: É proibida a compra e venda de animais silvestres, principalmente as aves, de origem não conhecida. A lei ambiental prevê punições para quem vende ou compra animais silvestres de origem ilegal. Portanto, fique atento ao adquirir uma ave silvestre.

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Dicas para motivar os pássaros no ambiente onde vivem

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Dinamizar a vida das aves faz com que elas fiquem mais alegres e vivam melhor. Iniciativas como alternar a disposição dos poleiros nos viveiros e colocar brinquedos diferentes para que elas possam interagir e se distrair são formas de diminuir o estresse das aves e deixar a vida delas menos monótona.

Uma iniciativa recomendada é alterar diariamente a disposição de poleiros e brinquedos no viveiro habitual. Mas melhor ainda é oferecer um segundo viveiro, com formato diferente, para alternar com o atual.

Num primeiro momento, a novidade pode causar estranheza em algumas aves, principalmente nas mais velhas e pouco acostumadas a novos estímulos (a mudança de ânimo é facilmente percebida pelos moradores da casa). Nesse caso, a recomendação é ensinar que “o novo pode ser bom”.

Isso é feito passando a oferecer os objetos e alimentos preferidos pela ave exclusivamente no viveiro novo. No velho, ela fica apenas durante uma parte do dia, e aproveita para matar as saudades. Quando a transição de um viveiro para o outro ocorrer com tranquilidade, a frequência do rodízio pode ser aumentada. Uma opção interessante é deixar o viveiro mais velho acumular a função de dormitório.

Na Terra Zoo você encontra brinquedos e viveiros variados para diversos tipos e tamanhos de aves. Confira aqui.

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Como detectar doenças nas aves

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Quem já perdeu uma ave de estimação, pouco tempo depois de ter percebido que ela não estava bem, sabe como é triste não conseguir providenciar tratamento em tempo hábil. São muitos os casos de pessoas que só percebem que estão com a ave doente quando ela já se encontra em estado grave, com evidente fraqueza e depressão. Por esse motivo, as aves ganham fama de frágeis, de que “morrem de um dia para o outro”. Isso também não é verdade.

O que há é a diferença da anatomia e a fisiologia das aves em comparação com a nossa. Vem daí a dificuldade de perceber com antecedência a presença de problema de saúde. Mas, é possível seguir algumas rotinas que permitem identificar no início os sinais de que algo não vai bem. Entre as técnicas, uma é a da observação das fezes e da urina da ave, tema desta edição.

Vulnerabilidade

A rapidez com que bactérias, vírus, fungos e parasitos podem causar infecção generalizada nas aves é muito maior do que nos mamíferos. Isso por que as aves, diferentemente dos mamíferos, não tem proteção dos linfonodos, estruturas espalhadas ao longo de todo o corpo com a principal função de alojar as células de defesa. Como um quartel general, dos linfonodos um aumento de células de defesa ao redor do foco da infecção, aumentando o sucesso no combate ao microorganismo patogênico. Por estarem ausentes nas aves, é mais fácil que bactérias, vírus e parasitos tenham acesso a corrente sanguínea delas. Consequentemente, a tendência de desenvolver infecção generalizada, e de reproduzir danos nos rins e o fígado, é maior nas aves do que nos mamíferos. E, anormalidade nesses órgãos produzem alterações nos excrementos alguns dias antes do agravamento da doença.

Fezes alteradas

Nas aves, os rins têm enorme capacidade de reabsorção de água. Por isso, exemplares saudáveis produzem pouca urina, a qual é transparente e eliminada juntamente com fezes firmes cilíndricas e de cor marrom escuro e verde claro.

Por outro lado, quando os rins são atacados por infecção ou lesionados perdem a capacidade de retenção de água, o que significa maior volume de líquido eliminado. Percebe-se, ao redor das fezes, maior quantidade de água. Ao mesmo tempo, a ave vai ficando desidratada e aquela massinha branca que se vê ao lado das fezes, chama-se de ácido úrico e que faz parte da urina, fica mais evidenciada.

Diarreias

Se as penas da ave estiverem sujas de fezes ao redor da cloaca e, no fundo da gaiola, houver excrementos liquefeitos, sem consistência firme e com coloração verde-escura, o indício é de infecção intestina.

Monitoramento

Forrar o fundo da gaiola com jornal ou qualquer tipo de papel de cor clara permite constatar facilmente o volume e a coloração da urina da ave, bem como a consistência das fezes. Não se deve, portanto, fazer a forração com areia, serragem ou qualquer outro tipo de cobertura.

Por meio da observação diária do estado da urina e das fezes, fica fácil detectar qualquer alteração no volume e na coloração dos excrementos antes que a ave apresente perda de apetite e fraqueza. Leva-la imediatamente ao médico-veterinário proporcionará tempo hábil para diagnosticar o problema de saúde e a possibilidade de medicá-la antes que apresente riscos de vida.

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Sua ave botou ovo?

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A primavera, além de ser a estação das flores, é a estação de fertilidade das aves. Nessa época, a ovulação e consequente postura são estimuladas pelo aumento de luminosidade (foto período) decorrente dos dias mais longos, típicos da estação, e independentemente de haver macho para a fertilização. Na natureza, a maior disponibilidade de sementes, frutas e insetos, outra característica dessa época do ano, contribui para dar esforço nutricional à ave. De outra parte, quem se dedica à medicina desses animais observa um acúmulo de problemas relacionados com o período produtivo, principalmente nos exemplares de sexo feminino criados em ambientes domésticos.

Luz em excesso

Em locais com iluminação artificial é comum que as aves sejam mantidas em ambiente iluminado durante a noite, o que resulta em estímulo sexual – ovulatório constante. Casos de Calopsitas fêmeas com 15 ovos no ninho, quando o normal para espécie é colocar de quatro a sete ovos. Desempenho como esses são capazes de deixar qualquer galinha com inveja, mas, infelizmente, a postura excessiva é apenas a ponta do iceberg. Junto com ela vem o esgotamento físico e a diminuição das reservas de cálcio no organismo, com várias decorrências negativas.

Nutrição fraca

No período de postura, cresce a necessidade de proteínas. Um dos motivos é o maior nível de atividade da ave porque os dias serão mais longos, seja pela ação da natureza, seja pelo excesso de iluminação artificial. Há ainda a necessidade de nutrientes extra, principalmente de cálcio, para suprir o maior consumo do organismo sobrecarregado pela produção dos ovos.

Mesmo aves criadas em condições ideais precisam de suplementação nessa fase. Na realidade, infelizmente, muitas pessoas continuam insistindo em alimentar sua ave a base de mistura de sementes, como de girassol, alpiste e painço, que tem gorduras demais e nutrientes de menos. Sem controle do foto período e sem dieta adequada, a tendência é que os problemas reprodutivos ocorram em cadeia.

Reproduzir bem

Entre as providências mais importantes para evitar que as aves desenvolvam doenças na fase da postura, uma é colocá-las para dormir ao anoitecer, em ambiente escuro. Outra é fornecer alimentos com todos os nutrientes necessários para suprir as necessidades conforme a fase em que a fêmea se encontra, seguindo orientação dada pelo médico veterinário. Normalmente, a composição das dietas balanceadas é formada principalmente por rações extrusadas e farinhadas de boa qualidade.

Ovo preso

Problema frequente na rotina clínica é a hipocalcemia, ou seja, esgotamento de cálcio no organismo. Essa carência deixa as cascas dos ovos mais finas e flexíveis, o que, geralmente, torna os ovos maiores. Por conta disso e pela falta de contrações musculares adequadas no oviduto (outra consequência da hipocalcemia), a ave passa a ter dificuldade para completar a postura e pode sofrer retenção de ovo. Quando isso acontece, é preciso fazer o ovo sair. O tratamento veterinário adequado vai desde reposição nutricional até cirurgia se o ovo estiver com o tamanho acima do normal ou aderido ao oviduto.

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Alimentos que fazem mal para os psitacídeos

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Hoje em dia é muito comum as pessoas terem pássaros em casa como animais de estimação, principalmente psitacídeos, considerados muito inteligentes, interativos e carismáticos, como os Papagaios, Calopsitas, Periquitos etc…, essas aves adoram ficar bem pertinho de seus tutores, geralmente pousadas em seus ombros. Bastante curiosas, quando os donos vão comer alguma coisa, elas também querem colocar o bico, literalmente, onde não são chamadas!

No entanto, devemos nos precaver, pois muitas dessas guloseimas são um veneno para seu animalzinho. É importante conhecer as comidas que podem ser perigosas para não fazer mal à ave, mesmo que sua intenção seja apenas agradá-la.

A seguir, listo alguns exemplos dos principais alimentos que são dados frequentemente aos psitacídeos, mas que deveriam ficar totalmente fora de sua dieta.

Lista negra

Muitos alimentos exigem do dono uma atenção especial, pois podem causar sérios danos à saúde da ave. O alface, por exemplo, deve ser banido da dieta dos psitacídeos porque é um laxante e pode causar diarreia neles e até levá-los a óbito, dependendo da gravidade.

O agrião, como irrita as mucosas do estômago e do intestino, também deve ser banido. Quanto às frutas proibidas para os psitacídeos, o abacate está no topo da lista por conter altíssimos níveis de gordura, podendo ocasionar doenças hepáticas e obesidade, além de diarreia e de causar problemas nas penas, por afetar também a absorção de nutrientes.

Outros alimentos que podem trazer problemas, e que, portanto, devem ficar fora da dieta, são as folhas de batata, de tomate e de feijão, sementes de maçã e pera, bebidas alcoólicas, refrigerantes, fermentados (pães e bolos), sal e caroços de damasco, de cereja, de ameixa e de pêssego, embora as frutas sejam liberadas. Leite e seus derivados, como queijo, iogurte, requeijão, manteiga etc. também não devem ser oferecidos, pois as aves não conseguem processar a lactose no organismo, o que causa malefícios.

Café e chocolate causam hiperatividade, vômitos, diarreia e batidas cardíacas irregulares. Amêndoas, azálea, begônia, cogumelos, cebola, ervilha, salsinha, cebolinha, lírio, comigo-ninguém-pode, samambaia, também são todos alimentos tóxicos para os psitacídeos e devem ser retirados do ambiente que vivem ou frequentam.

Fonte: Cães & Cia

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Dicas para alimentar sua ave

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Se sua ave come apenas sementes, e você quer mudar os hábitos alimentares dela para ração, introduza-a gradualmente. Na primeira semana, 1/3 da quantidade diária de alimento deve ser ração, oferecida nas primeiras horas do dia, e 2/3 restantes de sementes, no final da tarde. Na segunda, a porção é de 2/3 de ração e 1/3 se sementes, sempre em períodos diferentes. E, na terceira, dê somente a ração. Se a ave comer apenas o pote com as sementes, insista mantendo a ração até que ela coma e diminua, gradualmente, a quantidade de sementes para forçá-la a comer o alimento extrusado. Ou também você pode colocar um comedouro cheio de ração e outro com sementes e ir diminuindo a quantidade de sementes, como no exemplo anterior. Seja persistente. É claro que a ave vai preferir as sementes, da mesma forma que uma criança prefere chocolate. Mas fique atento. Se nesse processo a ave estiver perdendo peso rapidamente, será necessário fazer a transição em maior tempo, com alterações sutis das quantidades, em vez de fazer as etapas da mudança em uma semana, faça em duas, por exemplo.

Sem mistura

Nunca coloque ração e sementes no mesmo comedouro, pois a ave vai escolher sempre as sementes, às quais está acostumada, desperdiçando muita comida, além disso, a umidade de um alimento interfere na qualidade do outro.

Enriquecimento ambiental

Na Natureza, as aves não encontram tudo picadinho e sem casca, portanto, oferecer as frutas com pedaços maiores e com casca faz com que elas tenha alguma atividade e distração, deixando-as mais felizes e saudáveis.

Lave bem as frutas, verduras e legumes

Isso evita contaminações por agrotóxicos.

O que podemos dar?

Como todo ser humano, as aves também gostam de variar sua comida, tanto no sabor, quanto na cor e no formato. Frutas como maçã e pêra (sem as sementes), banana, mamão, melancia, manga (com caroço), coco etc. , assim como legumes crus  (cenoura, milho verde, abóbora, vagem, berinjela, pimenta, abobrinha, beterraba, pepino etc.)

Se você quiser variar o cardápio, você também pode oferecer pipoca ou arroz cozido sem sal e sem óleo.

Ração é a melhor opção

Antes de dar qualquer comida ao seu psitacídeo, pesquise quais os tipos de alimentos que ele come na natureza e veja quais deles você tem para oferecer. As rações específicas para cada espécie passaram por vários estudos, afim de aproximá-las o máximo possível das necessidades nutricionais da ave à qual se destinam. Os alimentos mencionados acima são opções para complementar a alimentação dos psitacídeos e dar mimos a eles, já que os mais indicado é ração extrusada como refeição principal. Nas lojas e no site da Terra Zoo, você encontra uma grande variedade de alimentos para sua ave, além de profissionais capacitados para lhe orientar.

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Diversão com segurança para suas aves

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Os brinquedos são peças importantes na vida das aves, pois funcionam como estímulos mentais que ajudam a passar o tempo e tornam o dia menos tedioso. Além disso, quando o objeto condiz com alguma necessidade delas, lhes dá a oportunidade de expressar comportamentos naturais.

Oferecer brinquedos à ave que fica solta dentro de casa é uma forma de ensiná-la a direcionar o potencial destrutivo do bico para o lugar certo. Porém, todo cuidado é pouco no momento da escolha do melhor acessório para ela. A seguir, listamos os principais cuidados que devem ser observados antes de optar por um ou outro brinquedo para as aves.

Nada de couro

Evite brinquedos feitos com couro. Se você soubesse quantos produtos químicos são empregados no processo de curtição do couro, talvez nem encostasse a mão na sua própria carteira, quanto mais deixar sua ave colocar na boca esse tipo de produto.

Teste os metais

Se, ao entortar com a mão um brinquedo de metal, sair farelo prateado ou dourado, não o leve para casa. O folheado metálico que o recobre pode intoxicar a ave.

Cordas e cordões: cuidado redobrado

Cordas e cordões são fontes intermináveis de dores de cabeça. Se a corda for muito fina, pode estrangular a ave ou se enroscar em algum membro dela e causar gangrena, quebra ou amputação. As cordas grossas, por sua vez, podem soltar fiapos que, eventualmente, causem os mesmos problemas das cordas finas. Quando os brinquedos forem feitos com cordas, lembre-se de conferi-los diariamente e queimar os fiapos, para evitar acidentes.

E os guizos?

Eles também estão na lista dos objetos proibidos. Os guizos são sininhos utilizados para pescaria e que algum gênio decidiu que seriam bons brinquedos para aves. Mas, na verdade, podem encaixar no interior do bico dos papagaios, por exemplo.

Corante, não!

Já deve ter notado que sua ave leva quase tudo para o pote de água, não é? Assim, evite oferecer a ela brinquedo pintado, pois ao levar pedaços do objeto para o pote, a diluição da tinta poderá contaminar quimicamente a água que ela bebe. Certifique-se sempre, portanto, de que a coloração do objeto não tenha sido obtida por pintura, como ocorre com algumas miçangas. O ideal é que a coloração dos brinquedos deva ser fundida no processo de fabricação, nunca obtida por meio de pintura.

Cuidado com o tamanho

Assegure-se de que o brinquedo tem indicação do fabricante de adequação para o tamanho da ave. Pedaços de brinquedos podem ser muito prejudiciais, como é o caso das miçangas que, as Araras, por exemplo, conseguem quebrar.

Brinquedo ideal

Para se livrar de problemas, procure brinquedos de madeira natural, com a comercialização certificada pelo Ibama, sem couro, com componentes de metal seguros e miçangas resistentes e coloridas de maneira correta. Cuidado com as cordas e, sobretudo, tire os guizos!

Reforço positivo

Lembre-se de que os brinquedos, além de serem fontes inesgotáveis de prazer e reforço positivo para as aves, facilitam experiências positivas com a família humana. Usados sabiamente podem ser úteis também para treinar, como substitutos dos petiscos. Todos os animais procuram prazer e diversão. Cabe a você procurar proporcionar sempre acontecimentos bons para os animais dele.

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Agapórnis: as aves do amor

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Parecidos com papagaios, só que em tamanho reduzido, os agapórnis são pets muito queridos e bastante presente nos lares brasileiros. Como os psitacídeos em geral (a exemplo de araras, papagaios e calopsitas), são monogâmicos. Mas, por ficarem trocando carícias o dia inteiro e permanecerem fiéis ao parceiro por toda a vida, ganharam o carinhoso apelido de “aves do amor”. Assim, mantê-los sempre em casais é uma boa iniciativa para a saúde mental deles.

Dentre os hábitos curiosos dos agapórnis, podemos destacar o de “tagarelarem” bastante entre eles. Além disso, são ativos e brincalhões, inclusive com os donos. Mas, para aceitarem ficar docilmente na mão das pessoas, é preciso amansá-los alimentando-os com seringa desde quando são retirados do ninho, aos 15 dias de vida. Fora isso, são de ficar na gaiola, mas podem circular fora dela sob supervisão.

Atualmente, estão catalogadas nove espécies de agapórnis. Medem por volta de 13 a 17 cm, o que coloca essas aves entre os menores psitacídeos. Oito espécies são encontradas na África em regiões muito secas, de diferentes países, próximas a linha do Equador. A nona, Agapornis Cana, é da ilha de Madagascar.

Essa rusticidade em conjunto com a beleza e constante atividade torna os Agapórnis muito procurados por admiradores de aves. A procura é ainda mais estimulada pela infinidade de cores e mutações adquiridas por meio de cruzamentos em cativeiro. Nos pet shops brasileiros, as espécies mais encontradas são o Agapornis roseicollis, o fischeri e o personata.

Alimentação

Na natureza esses periquitos comem basicamente sementes de gramíneas, brotos de folhas, frutas e sementes de cultura como cevada, milho e sorgo. Em cativeiro, serve-se ração extrusada, água de excelente qualidade, bloco de cálcio, areia própria para aves, fruta, verduras e legumes. Contudo, não deve ser oferecido nada relacionado com abacate a qualquer psitacídeo.

Não utilize comedouros e bebedouros de plástico. O bico muito forte dessas aves pode destruí-los em questão de minutos. Prefira vasilhas de porcelana, mas fáceis de higienizar e mais difíceis de serem estragadas “mordendo”.

Manejo da criação

Os Agapórnis adoram banho. Para eles, a colocação da banheira no viveiro ou na gaiola emotivo de alegria. Terminado o banho, retira-se a banheira para evitar ingestão da água com sujeiras.
Na época do choco, que vai de setembro a abril, o banho se torna imprescindível para a maioria das espécies de Agapórnis. A água que fica na ave ao sair da banheira é útil para dar aos ovos a umidade adequada. Por isso, nesse período a recomendação é proporcionar dois banhos diários.

Brinquedos próprios para as aves penduradas na gaiola ou viveiro proporcionam distração e contribuem para a boa saúde mental dos Agarpórnis. Outros complementos interessantes são espelhos e galhos de árvores. Variar o diâmetro dos poleiros é um cuidado importante para evitar o aparecimento de inflamação nos pés, bem como de problemas articulares. Para que não caiam fezes das aves nos alimentos e na água, deixa-se e o bebedouro afastado do poleiro.

Gaiola ideal

Quanto mais espaço houver para as aves, melhor. As dimensões mínimas pré-defindas para um casal de Agapórnis são de 80 x 50 x 50 cm. Na parte externa da gaiola, acopla-se uma caixa-ninho com 25 x 15 x 15 cm, forrada com serragem para formar uma “cama” onde a fêmea depositará os ovos.

A maturidade sexual começa por volta dos 10 a 12 meses de vida, tanto para os machos quanto para as fêmeas, em cada postura são colocados de três a oito ovos. Com a chegada do terceiro ovo começa a incubação (choco), que dura de 22 a 25 dias. A tarefa pode contar com a ajuda do macho, que muitas vezes choca também. Por volta de 38 a 50 dias de idade, os filhotes começam a sair do ninho e duas semanas depois se tornam independentes.

Saúde

Um Agapórnis bem cuidado pode viver por 25 anos, mas toda ave, mesmo rústica, está sujeita a enfermidades. Por isso é importante ficar sempre atento. Por exemplo, plumagem com falta de brilho, pernas eriçadas e arrancar as penas podem indicar doença. Sintomas evidentes são diarreias, espirros, lacrimejamento com secreção nasal, respiração ofegante e coçar-se em excesso. Alterações comportamentais como assumir atitude arredia repentina, esconder-se sempre e ficar no fundo da gaiola são também um alerta para procurar auxílio veterinário.

Entre as doenças mais frequentes em Agapórnis estão as nutricionais, respiratórias, hepáticas e intestinais. Há risco de pegarem clamidiose, circovirus (doença de bico e das penas), bouba aviária, infecções bacterianas e fúngicas, ectoparasitose e coccidiose. Tumores também podem ocorrer. O ideal é detectar um eventual problema no início e combate-los antes que se agrave. Os check up semestrais ou anuais, como avaliação clínica veterinária e exames diversos, ajudam nesse sentido.

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Aves podem ter problemas de saúde no bico, fique atento!

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Alterações costumam ser curáveis quando tratadas a tempo

 

O bico da ave está crescendo, o que fazer?

Essa é uma queixa comum, e a solução não é tão simples, já que existem diversas possíveis causas para alterações nos bicos.

O bico é essencial para a sobrevivência das aves. Seu principal papel se assemelha ao dos lábios e dentes dos mamíferos. Serve basicamente para apreender e preparar os alimentos para serem engolidos, furando-os, rasgando-os ou quebrando-os. Conforme a espécie, a utilidade pode ir além. Por exemplo, na grande família dos psitacídeos, à qual pertencem as calopsitas, os periquitos e os papagaios entre outras aves, o bico é usado também para ajudar na locomoção.

Bico vivo

A estrutura do bico é bastante complexa. Sobre os ossos da mandíbula e do maxilar, existe um revestimento de vasos sanguíneos e terminações nervosas. Cobrindo tudo isso, está o revestimento externo, impermeabilizante e protetor.

Essa cobertura, formada por queratina, a mesma proteína presente nas unhas, renova-se descamando. Por isso, eventuais pequenas descamações no bico não devem ser motivo de preocupação, já que decorrem da constante renovação da camada de queratina.

Alterações

Desde cedo, filhotinhos de aves podem ser vitimados por defeitos estruturais ósseos e articulares. Um desses casos é o prognatismo mandibular, que dificulta a apreensão dos alimentos. A deficiência acontece por motivos como má formação durante a incubação do ovo ou por uso inadequado de sondas alimentares durante a alimentação manual com papinha. Desordens de origem hereditária também prejudicam a estrutura de bicos. Nesses casos, obviamente, as aves não deverão ser reproduzidas.

A maioria dos males do bico tem relação com alterações na camada de queratina. O crescimento excessivo é uma das repercussões, assim como sofrer desgaste, descamação ou fratura. Entre as causas do problema estão traumas por briga ou uso inadequado do bico em materiais rígidos demais, como peças de metal ou grades de gaiola.

Outro item na lista negra é a má nutrição, como acontece quando a ave alimentada à base de sementes consome gordura em excesso e adquire problema de fígado.

Tumores e infecções sejam virais, bacterianas, fúngicas ou parasitárias, também são ameaças. A sarna provocada pelo ácaro Cnemodocoptes pilae, por exemplo, é motivo comum de descamação de bico ou de destruição da camada de queratina.

 

Tratamento

A identificação da causa do problema é fundamental para que seja possível receitar os medicamentos e evitar que o estado de saúde da ave se agrave. O profissional indicado para fazer o diagnóstico é o médico veterinário especialista em aves. Para avaliar adequadamente, ele poderá recorrer a exames de laboratório e a radiografias, além de exame físico.

Para tratamento, são usados medicamentos nos casos de doenças infecciosas ou metabólicas. Já a correção do bico requer intervenção com matérias e equipamentos odontológicos. Por exemplo, a broca de desgaste é boa para aparar o bico exageradamente crescido. Aplicação de acrílico é feita para reforçar uma área fragilizada ou quebrada do bico, em decorrência de excessiva descamação da região queratinizada.

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