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A cor e seu significado nos peixes

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Os peixes, principalmente os ornamentais, exibem um grande número de cores e nas mais variadas combinações. Essas cores são dadas em parte pela refração da luz que incide sobre eles e também pigmentos (em grânulos) e cristais encontrados nos espaços intercelulares ou em células especiais (os cromatóforos e iridóforos). Esses pigmentos podem com a superfície por quem os vê de cima ou de baixo, respectivamente.

Comunicação

Com relação a função de comunicação, há duas formas básicas: a de alerta e a sexual (epigâmica). Muitos peixes mudam seu padrão de cor ou o intensificam quando em estado de alerta, como fazem os machos da maioria das espécies quando defendem seus territórios contra um invasor. Geralmente a intensificação do colorido é suficiente para avisar o invasor (como se dissesse “caia fora, este pedaço é meu”!) e este se retira do local sem que seja necessário um confronto direto entre eles, o que demandaria um grande gasto de energia.

A mudança de cor por motivos sexuais ocorre nos machos que utilizam um colorido “nupcial” para atrair as fêmeas. Elas ficam “caídas” pelo brilho e coloração dos companheiros e predispõem-se ao acasalamento.

Há ainda alguns peixes que não possuem um padrão de cor. Isso ocorre com os exemplares cavernícolas (que habitam cavernas) e os peixes abissais, que podem apresentar um albinismo mais ou menos acentuado. Nestes casos, a visão e o significado das cores são praticamente nulos.

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Bodião, um peixe bem comportado

Peixe_bodião-papagaio_em_Porto_de_Galinhas,_Pernambuco,_Brasil

Se há um peixe que pode ser chamado de “bem-comportado”, ele é o bodião. A espécie detesta a noite e quando ela se aproxima vai rapidinho se enterrar na areia para dormir…

Ao contrário de muitas outras espécies marinhas de aquário, o bodião não é um peixe que sofre rápidas transformações quanto à coloração durante a sua vida; ele se modifica mesmo enquanto ao sexo; e não há engano nessa afirmação não; o Bodianus rufus é uma espécie hermafrodita, ou seja, nasce sem sexo definido, quando jovem possui características de fêmea e posteriormente transforma-se em macho.

Habitando as águas tropicais dos mares da Flórida até o Brasil, este membro da família Labridae é geralmente encontrado junto aos recifes de coral e fundos rochosos, onde chega a medir cerca de 60cm de tamanho. Nesses locais alimenta-se de caranguejos, ouriços-do-mar e moluscos. De hábitos diurnos, o peixe parece não apreciar muito a noite e assim que esta chega, enterra-se parcialmente na areia ou então deita-se sobre o fundo arenoso para dormir ( toma a mesma atitude quando quer se proteger de eventuais predadores).

Ideal para aquaristas iniciantes, o bodião é uma espécie muito resistente e adapta-se bem à vida em aquários, convivendo pacificamente com outras espécies. Este peixe nada bastante pelo cativeiro, mas algumas vezes podemos flagra-lo tirando uma “soneca” próximo a um coral ou um substrato, mesmo durante o dia. Na montagem do seu aquário, portanto, duas coisas não podem ser esquecidas: uma boa quantidade de areia recobrindo o fundo do aquário (para quando ele quiser se “enterrar”) e algumas peças de coral, que farão com que o ambiente fique bem ao gosto do bodião. Mantenha a temperatura de água em torno dos 25°C e pH 8,3.

Alimentação

O bodião é um peixe “glutão”, devendo ser alimentado 3 vezes ao dia com pedaços de camarão, pequenos crustáceos, artemia salina, pedaços de minhocas e organismos verdes. Os alimentos em flocos não são o seu prato preferido, mas, se forem oferecidos, ele “educadamente” também os aceitará.

Reprodução

Seu potencial reprodutivo em aquários é baixo, mas possível de ser realizado. Para obter a reprodução, usa-se um aquário de aproximadamente 250 litros, rico em algas filamentosas, onde serão colocados de 4 a 6 exemplares de bodião, maiores que 8cm e de tamanhos diferentes.

A desova se dá geralmente durante o verão. A fêmea irá espalhar os óvulos pelo aquário, sendo logo em seguida fertilizados pelo macho. Após 3 ou 4 dias de fertilização, os filhotes eclodem e os adultos devem então ser retirados do recipiente. Os alevinos serão alimentados com infusórios nos 8 primeiros dias, podendo-se posteriormente acrescentar náuplios de artemia.

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Anjo rainha, um belo peixe!

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Não é preciso muito para o peixe-anjo-rainha agir como um verdadeiro soberano; basta apenas que se alimente no aquário. Quando isso acontece ele demarca seu próprio território, expulsando os inimigos.

O imponente e elegante Holacanthus ciliares, conhecido como peixe-anjo-rainha (outra variedade dos chamados peixes-anjos), não recebeu tal dominação atoa, na “testa” do peixe quando adulto, se destaca uma “coroa” azul, realçada no forte amarelo-esverdeado de seu corpo. Como é característico das espécies da família Chaetodontidae, as cores do peixe-anjo-rainha sofrem modificações nas várias fases da sua vida.

Quando jovem é muito semelhante ao peixe-anjo-azul, o Holacanthus bermudensis ( o peixe-rainha é alaranjado nas áreas onde o anjo-azul é amarelo), sendo necessário portanto muita atenção para não confundir “Vossa Majestade” com outros peixes.

Um fator que contribui em muito para aumentar os possíveis equívocos ou duvidas nos aquaristas é a hibridação entre diferentes espécimes de peixes, dando assim origem a novas raças, com padrões de coloração um tanto diferentes e tornando assim cada vez mais difícil diferencia-as. Um exemplo disso é um acasalamento do peixe-anjo-rainha com o peixe-anjo-azul, resultado o híbrido Hocalanthus towsendi. Outra peculiaridade comum às espécies desta família e que não poderia deixar de constar no peixe-anjo-rainha é o espinho que possuem nos opérculos.

O peixe-anjo-rainha tem a fama de ser bem dócil com o seu criador e pode habitar um aquário comunitário sem problemas. Porém, não pode ficar junto com exemplares da mesma espécie, pois caso isso ocorra, lutarão até a morte. O aquário deste belo peixe deve estar sempre em boas condições, já que esta espécie é muito sensível as variações de salinidade, taxa de nitritos pH e altos índices de nitratos. O aquário para um exemplar deve ter o volume mínimo de 120 litros, já que é um peixe que passeia muito.

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Balistapus, o guloso do aquário

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Com este peixe você jamais terá problemas em relação a alimentação. Ele come vegetais e alimentos de origem animal, sem pestanejar e com uma rapidez incrível, pois tem a boca mais rápida do aquário.

Poucos balistes podem ser chamados de calmos e pacíficos, muito menos o Balistapus undulatus. Ele é um dos mais agressivos e vorazes dos membros da família Balistidae, também conhecidos como peixes-gatilho. O porque desse apelido, é o fato de apresentarem um espinho na nadadeira dorsal que funciona como um gatilho, só sendo “disparado” nas horas de combate.

Apesar da agressividade, o balistapus (que também é chamado de baliste ondulatus) não chega a assustar ninguém. Tem uma aparência muito bonita e é até mesmo simpático. Seu corpo azul-escuro é todo coberto por listas finas amarelo-alaranjado, formando um desenho diferente e bastante atraente.

Até mesmo os exemplares jovens são agressivos, não podendo conviver com peixes mais delicados. Num aquário comunitário, coloque o balistapus com peixes grandes, como o Odonus niger e o Melichthys indicus, mais sempre em recipientes de grandes proporções e com muitos esconderijos. Não o coloque em aquário com invertebrados, pois na natureza ele se alimenta de esponjas, ouriços e estrelas-do-mar e também de corais vivos.

É bastante resistente e adapta-se sem dificuldades em cativeiro. Prefere boa iluminação e água tropical, com temperatura variando entre 24 e 26ºC. O pH deve ficarem torno de 8,3 e a densidade em 1023.

Alimentação

Com suas fortes mandíbulas e seus dentes afiados, o balistapus apresenta uma mastigação violenta, triturando os alimentos com grande facilidade e engolindo-os muito rapidamente, no máximo em trinta segundos.

Sua gula não tem tamanho. Aceita sem cerimônia vegetais (como algas e alface) e alimentos de origem animal. É muito importante que ele receba regularmente pequenos crustáceos com casca, como por exemplo camarões, siris, caranguejos, vôngolis, mariscos e caramujos.

É um peixe muito difícil de se reproduzir em aquários, não se sabendo ao certo como é seu acasalamento. Nem ao menos se conhecem a diferença entre os sexos. A formação acerca desse assunto é que a fêmea deposita os óvulos no meio externo, onde são fecundados pelo macho.

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Tricolor (Holacanthus Tricolor): bonito e sensível

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Como uma criança, que requer muito cuidado e atenção nos seus primeiros anos de vida. O tricolor também exigirá de seu criador certo “mimo” e muito carinho, até que se adapte confortavelmente ao novo lar…

Assim como são variadas as formas e cores dos peixes, também são muito diferentes os seus temperamentos. Há os curiosos, os territoriais, os pacíficos, enfim, uma infinidade de características particulares que tornam únicas as espécies.

O tricolor, por exemplo, é dono de uma grande sensibilidade e delicadeza, sendo muito suscetível a doenças de pele. Exatamente por isso, sua manutenção em aquários irá exigir atenção e cuidados em dobro.

Membro de uma das famílias mais coloridas (a Chaetodontidae), ele é encontrado frequentemente nas Bermudas, Geórgia e Ilhas Ocidentais. Suas formas são muito bonitas, possuindo o corpo moderadamente ovalado e comprimido, onde destacam-se os olhos de íris amareladas circundadas por um profundo azul-turquesa e os lábios negros. Para realçar ainda mais suas formas e o seu colorido, as nadadeiras dorsal e anal apresentam filetes vermelho ou azuis, e raios ligeiramente prolongados.

Pode ser colocado em aquários comunitários, porém apenas um tricolor deve habitar o local. Para que ele viva mais tranquilo no aquário, não é aconselhável que peixes muito ativos sejam seus companheiros, pois na competição por comida o tricolor não entra na “briga”, deixando de alimentar-se.

A adaptação da espécie em cativeiro é um pouco demorada; entretanto, quando tratados em aquários bem equilibrados, chegam viver vários anos e atingem grandes proporções (na natureza medem por volta de 60 cm e em cativeiro aproximadamente 35 cm).

O tricolor tem entre suas características um fato de ser um peixe com “instintos feudais”, ou seja, é exatamente territorial, devendo haver no aquário uma boa quantidade de peças de coral, rochas, tocas e grutas. Estes locais serão demarcados pelo peixe e irão lhe proporcionar bons esconderijos.

A alimentação é um dos fatores de grande importância para um bom desenvolvimento da espécie, devendo basear-se numa dieta bem variada. No cardápio do tricolor devem constar artemia salina, pedaços miúdos de peixes e camarões, algas, alface crua, espinafre cozido (alimentam-se primordialmente de matéria vegetal) e vermes picados.

Junto com a alimentação, o bom equilíbrio do aquário é fundamental tanto na fase de adaptação como também para a sobrevivência do tricolor em cativeiro, levando-se em conta a grande fragilidade da espécie. O aquário deve proporcionar um ambiente semelhante ao seu habitat natural, como iluminação intensa, a temperatura da água entre 26º a 28º, pH de 8,3 e a densidade oscilando de 1.021 a 1.025.

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Bótia-palhaço, um peixe tímido!

Botia-Palhaço

Até mesmo os peixes abominam a ideia de sentir-se só ou viver na solidão. O bótia-palhaço, por exemplo, se sentirá “perdido” caso não tenha um companheiro de sua espécie dividindo o mesmo espaço num aquário.

O Bótia-palhaço não é assim chamado por ser um peixe brincalhão e engraçado – na verdade ele é até muito tímido – mas, sim por ser a espécie mais colorida do gênero Bótia.

Ele pode ser tímido, mas sabe muito bem como se defender. No entanto, não fica mostrando suas armas à toa: numa cavidade ao lado dos olhos, a espécie esconde um ferrão pontudo, que só utiliza quando é molestado.

De hábitos noturnos, o bótia-palhaço adora se esconder em meio aos ornamentos do aquário durante o dia. Portanto, é necessário manter o cativeiro com uma boa quantidade de plantas altas e fixas ao fundo (como a samambaia d´água e a Valisneira sp) e também um bom número de pedras formando grutas, que serão seus locais preferidos.

Ao montar o aquário, uma parte do cascalho do solo deve ficar livre, pois durante a noite o bótia-palhaço procurará alimento no fundo e por entre as pedrinhas. Use o cascalho de rio (com pedrinhas de 2 a 5 mm), pois ele não possui bordas cortantes que poderiam machucar os bótias.

Encontrado geralmente em cardumes na natureza, o peixe apreciará muito se for colocado juntamente com exemplares da mesma espécie no aquário. Quando há mais de um bótia-palhaço no mesmo recipiente, eles parecem se sentir “seguros” e nadam mais livremente. Entretanto, quando sozinho, mesmo que seja num aquário comunitário, o bótia ficará triste e poderá até mesmo definhar. O ideal é colocar pelo menos três exemplares num mesmo viveiro, para que seu peixe não morra de tristeza.

Apesar de tímidos, os bótias-palhaços são bastante sociáveis e pacíficos, convivendo muito bem com várias outras espécies. Porém, não é aconselhável mantê-los com peixes muito pequenos, pois estes corres risco de serem devorados.

O bótia-palhaço possui uma característica pouco usual na maioria dos peixes e bastante curiosa: quando ele está dormindo fica deitado de lado no fundo do aquário! O aquarista que não conhece os seus hábitos, muitas vezes pode se assustar ao surpreender seu peixinho nesta posição e até mesmo pensar que ele está morto ou então muito doente, mas logo perceberá que está apenas descansando.

Um bom aquário para o bótia deve ter água doce ácida, com pH de 6,6 a 6,8, e a temperatura variando entre 24 e 29ºC. o espaço para ele é muito importante, pois trata-se de um peixe de grandes proporções e que precisa movimentar-se livremente; assim, o aquário deve ter no mínimo 35 litros (para um exemplar). A iluminação média, feita com uma lâmpada Grow-lux acesa por 12 horas diárias, é a mais adequada. Tome cuidado com produtos químicos na água, pois o bótia-palhaço é muito sensível a eles.

A alimentação pode ser tanto a viva como seca. Porém, você notará uma preferência pelo alimento vivo, como tubifex, larvas de insetos, artemia salina e dáfnia. O conveniente é fornecer uma alimentação balanceada (mista), afim de garantir o completo desenvolvimento do peixe. Duas refeições diárias são o suficiente.

Em cativeiros, o bótia-palhaço nunca atingirá seu tamanho máximo, só chegando até 15 cm. Nestes locais também é possível que nunca alcance sua maturidade sexual, o que explicaria o insucesso nas tentativas de reprodução em aquários. Não há também uma distinção aparente entre sexos.

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O fascinante mundo dos corais

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Corais são maravilhosos animais exclusivamente marinhos, encontrados nos oceanos de todo o mundo, com riqueza de cores e formatos. Muito usados em aquários marinhos ornamentais, os corais são propagados e estudados por empresas e praticantes experientes do aquarismo. Graças a esse trabalho, existe um amplo “banco de dados” genético desses animais.

São organismos sésseis, ou seja, que ficam fixos onde estão. São invertebrados, na grande maioria compostos por uma estrutura calcária coberta por tecido com pólipos, os quais contêm boca rodeada por tentáculos. Muitos corais hospedam minúsculas algas unicelulares – as zooxantelaes – com as quais é mantida uma fascinante relação de sobrevivência. Por meio da fotossíntese, essas algas fornecem a nutrição mais importante dos corais e eles retribuem com abrigo e proteção. Para tanto, em sua maioria, necessitam de boa qualidade de luz.

Habitat

Localizados principalmente em mares tropicais e subtropicais, os corais costumam ficar em águas rasas e límpidas, que permitem boa penetração da luz. Mas há também os que vivem em águas geladas, como os do mar da Noruega. O maior recife de corais está na Austrália, na costa de Queensland, chamado de Grande barreira de corais.

Reprodução

Os corais se reproduzem de duas formas. Uma é assexuada, a colônia “mãe” se divide e dela brotam novos corais. A outra, sexuada, ocorre pela liberação de gametas masculinos e femininos. Levados pela corrente de água, os gametas se encontram e formam larvas que “nadam” até se fixarem no melhor lugar dando início à metamorfose que resulta em novas colônias.

A reprodução dos corais também é feita em fazendas marinhas, geralmente na Ásia e Oceania, tanto em terra firme quanto no mar. Pequenos fragmentos de corais dão início a novos indivíduos, eles formam novas colônias que são exportadas para aquaristas do mundo todo ou usadas em estudos e em preservação e repovoamento de recifes. Essa contribuição é importante porque com o aumento da temperatura do planeta, a acidificação das águas por poluentes e gás carbônico, assim como a pesca predatória estão impactando a vida nos oceanos.

No aquário

Em locais fechados, como nos aquários, os corais necessitam de ambiente estável e com parâmetros adequados. O avanço e a difusão das técnicas e da tecnologia, permitem que hoje os corais, em sua maioria, estejam presentes no hobby do aquarismo e sejam reproduzidos.

Ao montar um aquário marinho, com ou sem corais, a maneira mais segura de obter sucesso é contar com a orientação de profissional especializado na área. São muitas as variáveis que precisam ser levadas em conta, e isso envolve estudo e conhecimento prático. Nas lojas da Terra Zoo, nossos consultores podem dar orientações para cuidar dos corais e do seu aquário marinho.

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O fascinante mundo dos corais

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Corais são maravilhosos animais exclusivamente marinhos, encontrados nos oceanos de todo o mundo, com riqueza de cores e formatos. Muito usados em aquários marinhos ornamentais, os corais são propagados e estudados por empresas e praticantes experientes do aquarismo. Graças a esse trabalho, existe um amplo “banco de dados” genético desses animais.

São organismos sésseis, ou seja, que ficam fixos onde estão. São invertebrados, na grande maioria compostos por uma estrutura calcária coberta por tecido com pólipos, os quais contêm boca rodeada por tentáculos. Muitos corais hospedam minúsculas algas unicelulares – as zooxantelaes – com as quais é mantida uma fascinante relação de sobrevivência. Por meio da fotossíntese, essas algas fornecem a nutrição mais importante dos corais e eles retribuem com abrigo e proteção. Para tanto, em sua maioria, necessitam de boa qualidade de luz.

Habitat

Localizados principalmente em mares tropicais e subtropicais, os corais costumam ficar em águas rasas e límpidas, que permitem boa penetração da luz. Mas há também os que vivem em águas geladas, como os do mar da Noruega. O maior recife de corais está na Austrália, na costa de Queensland, chamado de Grande barreira de corais.

Reprodução

Os corais se reproduzem de duas formas. Uma é assexuada, a colônia “mãe” se divide e dela brotam novos corais. A outra, sexuada, ocorre pela liberação de gametas masculinos e femininos. Levados pela corrente de água, os gametas se encontram e formam larvas que “nadam” até se fixarem no melhor lugar dando início à metamorfose que resulta em novas colônias.

A reprodução dos corais também é feita em fazendas marinhas, geralmente na Ásia e Oceania, tanto em terra firme quanto no mar. Pequenos fragmentos de corais dão início a novos indivíduos, eles formam novas colônias que são exportadas para aquaristas do mundo todo ou usadas em estudos e em preservação e repovoamento de recifes. Essa contribuição é importante porque com o aumento da temperatura do planeta, a acidificação das águas por poluentes e gás carbônico, assim como a pesca predatória estão impactando a vida nos oceanos.

No aquário

Em locais fechados, como nos aquários,  os corais necessitam de ambiente estável e com parâmetros adequados. O avanço e a difusão das técnicas e da tecnologia, permitem que hoje os corais, em sua maioria, estejam presentes no hobby do aquarismo e sejam reproduzidos.

Ao montar um aquário marinho, com ou sem corais, a maneira mais segura de obter sucesso é contar com a orientação de profissional especializado na área. São muitas as variáveis que precisam ser levadas em conta, e isso envolve estudo e conhecimento prático. Nas lojas da Terra Zoo, nossos consultores podem dar orientações para cuidar dos corais e do seu aquário marinho.

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Workshop on line: cuidando do meu peixe betta

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Eles são pequenos, vivem em água doce, coloridos e vistosos, têm um custo acessível e costumam ser ótimos para quem está entrando no mundo do aquarismo. Já deu para reconhecer de quem nós estamos falando? O @ewerton_fiilho preparou dicas incríveis de como cuidar do seu peixe betta! 🐠
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Workshop on-line com @ewerton_fiilho
Sexta-feira, 07/08 a partir das 16h nos stories do Instagram da @terrazoo
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OBS: vamos deixar uma caixa de perguntas nos stories, corre lá e faça sua pergunta pro Ewerton! ☺️
#peixebetta #aquarismo #aquario #betta #terrazoo #ficadica

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Peixes: diferenças que fascinam

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A diversidade de formas dos peixes ornamentais contribui para o aquarismo ser tão interessante.

Posição da boca

Podemos entender o hábito alimentar dos peixes observando a posição da boca. Aqueles que têm boca superior, ou seja, voltada para cima, como o Aruanã (Osteoglossum bicirrhousum), capturam o alimento sempre na superfície. Por outro lado, aqueles com a boca inferior, ou seja, virada para baixo, buscam o alimento no fundo. Assim se comportam espécies como Coridoras e Botias (Chromobotia sp). Temos ainda aqueles com boca terminal, voltada para a frente que se alimentam preferencialmente no meio da água, nem na superfície nem no fundo. É possível observar esse hábito nos Barbos (Puntius sp).

Nadadeiras

São divididas em nadadeiras pares (aparecem em dupla: as peitorais e pélvicas) e ímpares (só existe uma no peixe: anal, dorsal e caudal). A anal e a dorsal são estruturas estabilizadoras, que mantêm o peixe na vertical. As peitorais e pélvicas direcionam o nado. E a caudal impulsiona o peixe.

O formato da nadadeira caudal indica o hábito das espécies em relação ao nado. As de nado rápido, que habitam águas livres, têm o pedúnculo caudal (base da nadadeira) estreito e a nadadeira bifurcada, em forma de forquilha. O Cruzeiro-do-Sul (Hemiodus gracilis) é um bom exemplo. Nos peixes de nado lento, o pedúnculo é mais largo e a cauda, arredondada, como no Oscar (Astronotus ocellatus).

Busca por alimentos

Diversas espécies desenvolvem adaptações curiosas na busca por alimentos. A mandíbula inferior proeminente do Peixe-Elefante (Gnathonemus petersii), parecendo uma tromba é usada para revolver o fundo e localizar os alimentos. Com esse mesmo objetivo, outros peixes usam seus barbilhões, como as Coridonas, as Botias e Dojó.

Alguns anabantídeos, como Colisa (Colisa lalia) e Tricogaster (Trichogastrer sp), possuem papilas gustativas na ponta das nadadeiras peitorais, que são modificadas em finas e compridas “antenas”.

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