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Feirinha de Aquarismo em Imperatriz

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Olha que legal, Imperatriz… Teremos a primeira Feirinha de Aquarismo da Terra Zoo, na cidade! Um programa pra toda a família! 🐠💕
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🗓 De 20 a 28 de julho, somente na Terra Zoo de Imperatriz.
Produtos do Setor de Aquarismo com até 60% de desconto 🐡 e uma programação GRATUITA super interessante pra quem gosta ou trabalha com aquários:
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•20/07 – 09h às 11h: Palestra
Aplicação dos produtos Microbilift em aquários doce e marinho, com Homero Costa, gerente comercial dos produtos Microbilift.
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•27/07 – 09h às 11h: Palestra
Ração Nutricon na alimentação de peixes ornamentais, com Dennys Oliveira, representante comercial da empresa Nutricon.
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#feirinhadeaquarismo #terrazoo #aquarismo #peixes #promoções #imperatriz 🐟
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Não se esqueça. É só até o dia 28 de julho. Programe-se pra ir!

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Terra Zoo promove ação educativa sobre aquarismo em Imperatriz

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A Terra Zoo, em parceria com a Escola Dom Bosco Junior de Imperatriz, promoveram uma ação educativa para crianças, usando como tema o aquarismo. Através de uma palestra interativa que incluiu brincadeiras, o palestrante da Terra Zoo fez demonstração de algumas espécies de peixes e explicou como cuidar deles, falou também da necessidade da preservação dos mares e rios, assim como os riscos que o plástico representa para a vida dos peixes, tanto para os de água doce, quanto para os de água salgada. Na ocasião foi feito também um trabalho de conscientização quanto à importância de não se desperdiçar água, despertando na criança uma conscientização ambiental.

“O aquarismo traz uma série de benefícios para as crianças, potencializando o seu senso de responsabilidade, uma vez que elas passam a cuidar e serem responsáveis por uma vida”, afirma Raimundo Ewerton Junior, gerente de aquarismo da Terra Zoo. “Os peixes ornamentais são totalmente dependentes dos cuidados dos seres humanos e das crianças, diferentes por exemplo dos cães, que quando estão com fome, latem insistentemente até ganhar comida, ou do gatos que também se viram para suprir suas necessidades. Quando um gato não tem comida, ele dá um jeito, mia em busca de atenção ou vai embora a procura de água ou comida”, completa Ewerton.

Enquanto os cães latem e os gatos miam para interagirem com seus tutores, os peixes não dispõem desta alternativa. A criança tem que saber o horário certo de alimentá-lo, pois se não o fizer, o peixe não vai esboçar nenhuma atitude e nenhum movimento que mostre que ele está com fome, ele simplesmente morre. Assim, o senso de responsabilidade da criança é aguçado. Na palestra, os alunos aprendem noções sobre os tipos de alimento que os peixinhos comem, os nutrientes presentes na ração balanceada, sobre o aquário ideal e qual o tratamento adequado que um peixe de aquário precisa ter.

Criança e aquário, inúmeras possibilidades de aprendizado

O aquarismo também traz para as crianças noções de Geografia, uma vez que cada peixe é proveniente de um ecossistema diferente. Assim como noções de ecologia, química e matemática, porque a criança vai aprender a calcular o volume de água do aquário e a quantidade dos produtos necessários para manter o meio ambiente ideal para os peixes.

“O aquarismo é bastante abrangente e envolvente, justamente por isto, um aquário não é simplesmente uma caixa de vidro com um peixinho dentro. Não se trata apenas de um objeto de decoração. Quando a criança ganha um peixinho de presente, ela tem um universo de possibilidades de aprendizado para lidar”, afirma Raimundo Ewerton. Ações como esta já haviam sido realizadas com sucesso em parceria com algumas escolas de São Luís. Primeiro a Terra Zoo entra em contato com a diretoria da escola, explicando o projeto. “As escolas contatadas não apenas se empolgam com a ideia, como participam ativamente, colaborando no que for possível. Nunca aconteceu de alguma escolar não querer participar”, explica Raimundo Ewerton.

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Fridmani: peixinho vivaz e de cor exuberante

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Conhecido popularmente como Fridmani ou Orchid Dottyback, o Pseudochromis Fridmani, proporciona um show a parte no aquário. Com comprimento que não passa de 6,5 centímetros, destaca-se pela exuberante cor violeta, corpo afilado, vivacidade e maneira elegante e peculiar de nadar.

Um atrativo adicional desse peixinho é ser amplamente reproduzido em cativeiro no mundo todo, o que evita a necessidade de retirá-lo do mar.

Na natureza

Originário do Mar Vermelho, em seu habitat, o Fridmani se abriga em fendas e buracos de formações rochosas, em regiões de recifes. Vive em profundidades que variam de 1 a 60 metros.

Sustentabilidade

Apesar de ainda serem comercializados, Fridmanis são capturados na natureza, mas há também disponibilidade de exemplares produzidos por criadores, inclusive no Brasil.

Ao buscar um exemplar, portanto converse com o lojista e dê preferência aos provenientes da produção em cativeiro. Além de ser a opção sustentável, essa é também a mais interessante. Além disso, há maior probabilidade de estar isento de agentes causadores de doenças, como vírus, bactérias e protozoários.

Comportamento

Ativo, o Fridmani entra e sai da toca continuamente. Gosta de nadar pelo tanque inteiro, em constante procura por microcrustáceos para se alimentar.

Pacífico com a maioria dos peixes, pode ser agressivo com outros pseudochromis. Para evitar brigas, prefira colocar apenas um Fridmani no aquário pequeno, já que a espécie vive tranquilamente sozinha. Caso queira ter mais de um, capriche nas tocas e esconderijos para facilitar um bom convívio, cada um marcando seu território, há também a possibilidade de procurar formar um casal de Fridmanis colocando juntos exemplares de tamanho diferentes ou adquirindo um par que já esteja junto na loja.

Ambiente

O Fridmani gosta de rochas para se abrigar e de ambiente bem iluminado. É assim o habitat da espécie na natureza. Ele tolera temperatura de 22 a 28 graus de densidade da água de 1021 a 1026. Adapta-se aos mais diversos fluxos de água – não há, portanto, preferência quanto a circulação. O tamanho mínimo do aquário para até dois Fridmanis é de 80 litros.

Dieta

Em ambiente natural, o Fridmani é carnívoro. Alimenta-se de microcrustáceos, como vermes de cerda e outros pequenos animais que caibam em sua boca. Já nos sistemas fechados, todo peixe marinho precisa de dietas variadas. Utilizam-se diferentes marcas de rações de boa qualidade. No caso do Fridmani, precisam ser especificas para peixes marinhos pequenos.

A escolha

Ao selecionar qualquer peixe não se esqueça de verificar a limpeza do aquário onde ele está, bem como dos demais aquários a ele interligados. A saúde dos peixes depende muito da higiene mantida na bateria de aquários.

Procure um peixe saudável e que tenha todos os colegas da bateria de aquário também saudáveis. A cor do peixe deverá estar vibrante. Verifique se o Fridmani vem comer imediatamente: peça ao vendedor para alimentá-lo na sua frente.

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Reprodução de Zebrasomas

1- ZEBRASSOMA

Por serem peixes de porte médio a grande e muito ativos, nadando o tempo todo pelo aquário, quanto maior e mais comprido for o tanque, melhor será para os zebrasomas. Aquários com pelo menos 1m de comprimento são os que fornecem melhor condição de natação a esses peixes. Aquários cúbicos podem ser usados, tomando cuidado para que o arranjo de rochas permita que eles nadem ao redor dela. Volumes superiores a 200 litros também permitem melhor adaptação dos peixes.

Devido a sua natureza agitada e a necessidade de comer bastante, são animais que sujam bastante a água.

Portanto, as condições de qualidade da água devem ser associadas a uma boa filtragem e boa circulação. Um bom skimmer é uma ajuda eficaz para garantir a limpeza do aquário com Tangs em geral.

Reprodução e compra

O mercado desses peixes ainda é abastecido com animais coletados. Assim, ao adquiri-los, alguns cuidados são necessários. Verifique se o animal não apresenta manchas pelo corpo, pois são facilmente acometidos pelo ichtio marinho (Cryptocarion) doenças que podem trazer problemas se introduzida em seu aquário.

Prefira sempre animais com nado regular que permaneçam a maior parte do tempo com as nadadeiras bem abertas, e estejam aceitando prontamente a alimentação. Caso haja animais doentes na mesma bateria, evite a compra. Se possuir um aquário-hospital para uma pré-quarentena poderá garantir mais saúde ao aquário.

A reprodução em cativeiro, embora tenha tido grandes progressos, ainda não é dominada para escala comercial, o que aumenta a responsabilidade do aquarista ao adquirir um animal desses para seu aquário.

Assessoria TZ

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Alimentação de qualidade: peixes mais saudáveis e cores mais vivas

1- PEIXES COLORIDOS

Para que os peixes do seu aquário tenham saúde e cores intensas, é preciso que recebam uma boa alimentação. Para tal, existem rações extrusadas premium, em grãos para peixes de água doce ou salgada. Estes alimentos contêm na sua formula ingredientes de alta qualidade, com elevado valor nutricional, mesclados rapidamente em alta temperatura e pressão. As vantagens do método são diversas. A começar pela preservação do valor nutricional dos ingredientes e pela maior palatabilidade e presença de aromas. Outro benefício é a estabilidade dos grãos, ou seja, eles preservam a forma na água e não a turvam, já que os componentes não se espalham. Consegue-se, ainda, regular a densidade dos grãos, o que possibilita controlar sua flutuabilidade e facilitar a ingestão em diferentes níveis da coluna d´água, de acordo com a preferência de cada espécie.

Ingredientes

Nas rações premium podem ser encontrados insumos de qualidade, variando conforme o fabricante e fatores como época do ano. Mencionamos algumas possibilidades.

Crustáceos Calanus ou Krill: com nomes científicos Calanus finmarchicus e Euphausiacea (grupo que contém várias espécies de Krill), esses crustáceos são grandes fontes de astaxantina, poderoso antioxidante e pigmento natural vermelho a astaxantina intensifica as cores vermelha, laranja e amarela nos peixes e, em combinação com proteínas se tornam carotenoproteínas , responsáveis pela formação das outras cores, como azul e verde. Além disso, a astaxantina contém ômega 3,6 e 9, gorduras importantes por sua ação anti-inflamatória e protetora da função cardiovascular.

Larvas e insetos: especialmente ricas em proteínas de alta qualidade, proporcionam fácil assimilação. São também ricas em fibras (quitina) e micronutrientes minerais como ferro, magnésio, manganês, cobre, zinco e outros.

Alho: bastante aplicado na aquicultura ornamental, contém alicina, substância estimulante da digestão, o que facilita a absorção de nutrientes.

Pimentão vermelho: é rico em Vitamina C e licopeno, um carotenoide com alta capacidade antioxidante. Assim como a astaxantina, contribuiu para a coloração vermelha, laranja e amarela dos peixes.

Algas: as que mais entram nas formulações são a Spirulina platensis, a Ascophyllum nodosum, a Laminaria digitata e a chlorella vulgaris, fontes de minerais aminoácidos, carotenoides, especialmente de clorofila (entre elas, a Spirulina é a mais usada). As algas limitam o desenvolvimento das bactérias indesejadas no trato digestivo, o que evita inflamações.

Avanços

A tecnologia segue evoluindo na busca por alternativas nutricionais de alto padrão. Um exemplo é o dos crustáceos in natura passam por processo de liofilização, ou seja, são congelados a até -50ºC em câmara de vácuo. Esse procedimento retira a água dos crustáceos pela sublimação do gelo, preservando e concentrando os nutrientes. A textura e densidade típicas do estado natural retornam no momento do consumo, com a hidratação obtida, em contato com a água do aquário.

Complementos

Quando se serve ração premium aos peixes não há necessidade de oferecer alimentos complementares. Mais reforços podem ser bons estímulos para a reprodução e para fortalecer animais em crescimento, em fase de recuperação de doença ou em recentemente introduzidos no ambiente. A variedade na dieta valoriza a saúde e a aparência, podendo ser proporcionada também na forma de mimos.

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História do Aquarismo

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A domesticação de animais e o cultivo de plantas são muito antigas, e revelam o interesse do homem em trazer para perto de si as belezas encontradas na Natureza.

Capturar animais não costumava representar grande desafio. Em geral, resolvida a melhor forma de fazer da contenção, bastava fornecer alimento baseando-se na observação do que ocorria em ambiente natural. Sem levar em conta a questão ética do cativeiro, não era considerado muito difícil manter macacos em coleiras nem pássaros em gaiolas. Ter peixes sempre foi mais desafiador. Não só pela maior dificuldade para manter o ambiente aquático em condições adequadas para a sobrevivência, mas também por esse ambiente poder variar bastante conforme as espécies.

Pioneiros

Estudos arqueológicos mostram indícios de tanques de vidro para a manutenção de peixes no antigo Egito há 4.000 anos. Presume-se que a prática poderia ser para ornamentação ou para estoque de alimento. O famoso filósofo grego Aristóteles, além de escrever sobre varias ciências, como física e política, também foi um grande estudioso das ciências naturais. Descreveu várias espécies animais e estudou seus hábitos, entre elas 115 espécies de peixes. Nascia a ictiologia, ciência que estuda peixes.

Depois de Aristóteles, os chineses também foram grandes estudiosos dos peixes. Já no século XII, mantinham espécies ornamentais em aquários de vidros e faziam as primeiras reproduções controladas. O próprio surgimento do Goldfish (Carassius auratus), famoso peixinho dourado chamado de “peixe japonês” aconteceu na China e no Japão. A primeira publicação sobre manutenção de peixes ornamentas foi justamente o “Livro dos Peixes Vermelhos”, do chinês Chang Chi´Em-Tê, em 1596. Somente no inicio do século XVII é que o Goldfish foi levado para o Japão, onde novas variedades foram desenvolvidas, o que ajudou a popularizar a espécie.

Entra o vidro

Na época das grandes navegações, no século XVI, os portugueses difundiram na Europa a manutenção de peixes dourados em globos de vidro. No início do século XIX, começaram a aparecer aquários com aparência próxima a dos que existem hoje. Nos Estados Unidos, foi fundada a primeira a primeira Sociedade de Aquarofilia de Peixes Tropicais, que buscava difundir o conhecimento sobre as espécies mantidas em aquário. Enquanto isso, na Europa, eram inaugurados os primeiros aquários públicos. O pioneiro, de 1853, foi London Zoological Society. Vários outros surgiram na sequência, por toda a Europa.

O aquarismo se popularizou no século XX com o surgimento de muitas sociedades e organização de exposições e concursos. Nos anos 20, os brasileiros puderam conhecer os primeiros aquários, apresentados pelos japoneses. Em 1934, surgiu no nosso país a primeira loja especializada em aquários.

Era moderna

Durante o restante do século XX, a ciência do aquarismo evoluiu profundamente. Dominou-se o conhecimento sobre as reações químicas e interações biológicas. Os equipamentos e produtos foram aperfeiçoados para tomar simples e prática a manutenção de peixes. Com o surgimento do adesivo de silicone, nos anos sessenta, a construção dos aquários ficou muito mais fácil e segura.

Toda essa tecnologia permitiu também a construção e a manutenção de extraordinários aquários de visitação publica, como o moderno Georgia Aquarium, nos Estados Unidos, um dos maiores do mundo, com mais de 30 milhões de litros de água. Sua principal atração é o Ocean Voyager, um túnel com parede de acrílico curvo com mais de 50 cm de espessura, sob um tanque com mais de 20 milhões de litros de água salgada e mais de 60 mil peixes. Um verdadeiro oceano sobre a cabeça dos visitantes.

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Zebrasomas: Peixes coloridos e cobiçados por criadores

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A família Acanthuridae possui alguns dos peixes mais cobiçados para se manter em aquários marinhos. Conhecidos como Tangs ou peixes-cirurgiões, apresentam nado elegante e cores muito chamativas, além de várias espécies.

Dos vários gêneros da família, um se destaca por ter peixes relativamente menores, coloridos e com formato um pouco diferente dos demais: o gênero Zebrasoma. Nativos do Oceano Pacífico e Índico, o gênero possui pelo menos sete espécies reconhecidas, algumas muito comuns em nossos aquários, como o Yelloe Tang (Zebrasoma flavencens) ou o Sailfin Tang (Zebrasoma veliferum). É uma família de peixes exclusivamente marinhos, cuja principal característica é um espinho afiado que adorna o pedúnculo caudal, usado como arma de ataque e defesa, como se fosse um bisturi. Daí a origem de seu nome popular peixe-cirurgião.

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Diferencia-se dos demais gêneros da família pelo fato mais arredondado e a boca mais proeminente formando um “bico”. São peixes sociáveis, geralmente encontrados em cardume, porém apresentam hierarquia, podendo ser agressivos entre si, em caso de poucos indivíduos ou espaço insuficiente. Alcançam tamanho médio entre 20 e 25 cm na fase adulta, variando conforme a espécie.

Todos possuem hábitos muito similares, vivendo geralmente em cardumes na natureza. Contudo, para repetir o habito em aquário, é preciso muito espaço e muitos indivíduos (geralmente, no mínimo três) para que o dominante não oprima apenas um dominado, e acabe por matá-lo por estresse, devido a frequentes investidas.

Sua alimentação e onívora podendo se alimentar de rações básicas, artêmia e camarão. Também se alimentam com frequência de algas, que não devem faltar em sua alimentação. Existem no mercado algas próprias para serem fornecidas a esses peixes, porém, na sua falta, algas coletadas e tratadas, como nori, e vegetais, como a acelga e espinafre levemente cozidos, podem ser uma opção para suprir a necessidade desses animais por algas.

 

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Como alimentar peixes ornamentais

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Eles são adoráveis, ornamentam com beleza sem igual o aquário, mas exigem cuidados específicos. Extremamente sensíveis, os peixes necessitam, além de atenção quanto à água, temperatura, ph, etc, cuidados com a alimentação. Justamente por não reclamarem que estão com fome, torna-se um verdadeiro mistério para os criadores descobrirem a quantidade ideal oferecida.

Apesar de não haver uma fórmula mágica que se aplique a 100% das espécies, a dica mais comum e eficaz, é alimentar o animal de duas a três vezes ao dia. A quantidade adequada deve ser aquela que o peixe consuma em menos de três minutos. Isso quer dizer que, após esse tempo, se ainda tiver comida no aquário, o dono deve diminuir a quantidade que está oferecendo.

Isso porque os animais não devem ser alimentados até que pareçam satisfeitos. Ao contrário do que muitos imaginam, na natureza, os peixes são adaptados a passar a maior parte do dia com fome, à procura de pequenos pedaços de comida. É justamente por isso que é considerado um erro superalimentá-los.

Vale lembrar que, apesar desta tática funcionar bem para aquários de principiantes e comunitários, as criações de espécie única, de reprodução e de hospital exigem uma abordagem mais cuidadosa e específica. Nesse caso, apenas um veterinário ou especialista pode indicar a quantidade ideal de comida.

Para regra geral, o criador deve ter em mente que é mais fácil enfraquecer ou até matar um peixe devido à alimentação em excesso (porque isso estraga a água do aquário) do que fazê-los morrer de fome. Há aquaristas, inclusive, que defendem o jejum um dia por semana, porque o processo pode limpar o organismo do animal.

Frequência

Muitos preconizam a alimentação apenas uma vez ao dia, isso não necessário e nem é o ideal. Duas a três distribuições diárias de alimento em pequena costumam apresentar melhores resultados. Distribuindo uma pequena quantidade de alimento de cada vez você evita que restos de ração deteriorem-se e prejudiquem a qualidade da água. Além disso essa frequência de alimentação permite que você alterne 2 ou 3 tipos de alimentos diferentes ao longo do dia. A alternância de alimentos é sempre benéfica aos peixes.

Quantidade

É muito importante controlar a quantidade de alimento oferecido em cada “refeição” a seus peixes. O ideal é oferecer uma quantidade que seja inteiramente consumida por eles em no máximo 5 minutos. Não deve haver sobras de alimento. O ciclo digestivo de seus peixes é de cerca de 1 hora, se você os alimentar de hora em hora eles com certeza comerão, mas não é o melhor para a saúde deles. Um máximo de 3 vezes ao dia em pequena quantidade está ótimo.

Rações Industrializadas

A ração industrializada de boa qualidade pode ser usada como único tipo de alimentação de peixes em aquário na maior parte dos casos. Se houver a possibilidade de oferecer alimento vivo pelo menos 2 vezes por semana com certeza o desenvolvimento dos peixes será favorecido. Muita atenção é necessária nesse caso, pois as sobras de alimento vivo podem comprometer rapidamente a qualidade da água do tanque. Em breve traremos uma série de artigos sobre alimentos vivos.

Caso opte por usar apenas rações industrializadas, não economize no preço nem na variedade. Compre algumas variedades diferentes e alterne-as ao longo do dia, variando sempre. Sugerimos que opte pelas em forma de grânulos ou em crisps e evite os flocos. Rações flocadas costumam desmanchar em poucos minutos e qualquer excesso pode prejudicar gravemente a qualidade da água no seu tanque. Confira opções aqui.

Receitas Caseiras

A não ser que você tenha um grande conhecimento sobre alimentação animal, evite aventurar-se preparando rações e patês caseiros. Uma ração ou patê que não seja corretamente formulado pode conter excesso de gordura animal ou outros nutrientes que podem comprometer a saúde de seus peixes.

Fontes: Vida no aquário e Pet Mag

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Dicas de alimentação para peixes ornamentais

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Assim como a maioria dos animais, quanto mais balanceada e diversificada é a alimentação dos peixes ornamentais, mais saudáveis eles serão e, consequentemente, mais beleza e encanto trarão para os aquários e também podem ter um tempo de vida mais longo.

Sempre que adquirir ração para peixes, é preciso estar atento em qual irá suprir as necessidades, o tipo de aquário, etc. Isso porque a eficiência de aproveitamento da ração para o máximo desenvolvimento depende principalmente de sua composição. Se a ração apresenta-se deficiente em qualquer nutriente essencial para o crescimento, como aminoácidos, vitaminas ou minerais específicos, será necessária maior quantidade de alimento para satisfazer essa exigência, tendo como consequência menor eficiência alimentar e até a perda da qualidade da água pelo excesso de ração ofertada, assim como vários outros problemas.

As fábricas de rações para peixes possuem uma imensa diversidade de formulações nutricionais, principalmente pela introdução de novas espécies no mercado da Aquariofilia. As rações mais comuns e usadas hoje em dia podem ser à base de spirulina ou proteína animal. As rações à base de spirulina são indicadas para peixes herbívoros, bem como alguns peixes marinhos como os Tangs, pois passam a maior parte da vida se alimentando de algas entre os corais.

Rações para peixes são diferenciadas por cor, sabor, odor, textura e outras características, bem como formatos para peixes que se alimentam no fundo ou em cima da água do aquário. Sempre compre rações de marcas conhecidas e confiáveis, e tenha muita atenção na validade e no armazenamento dessas rações! Elas devem ser guardadas em lugares secos e arejados, pois rações mal armazenadas podem umedecer e serem contaminadas por fungos, bactérias e outros microorganismos patogênicos. Prefira sempre rações de marcas conhecidas como Tetra, Sera, Tropical, Poytara e Alcon Colors, confira mais opções aqui.

Dicas e cuidados na alimentação dos peixes

1 – Horário de alimentação:
Qualquer animal de estimação precisa de um cuidado especial no momento da alimentação e, com os peixes ornamentais, isso não é diferente. Ter um horário de alimentação é importantíssimo. Inclusive, ter uma rotina é ainda mais crucial quando temos várias espécies em um mesmo aquário, já que os hábitos alimentares costumam ser diferentes entre cada espécie. Sempre mantenha disciplina nos horários de alimentação, pois isso pode ser crucial para manter seu aquário saudável como um todo.

2 – Cardápio variado:
Existem peixes que se alimentam de comidas que afundam, enquanto outros preferem alimentar-se na superfície da água. Cada espécie tem ainda hábitos alimentares variados, como os herbívoros e os carnívoros, e ainda os peixes que se alimentam exclusivamente de matéria viva, como o Peixe Vidro. Para garantir uma alimentação correta para todos os peixes do seu aquário, é necessário ter um cardápio bem diferenciado, com mais de um tipo de ração, ainda mais se tiver várias espécies com hábitos diferentes dentro do mesmo aquário, sendo portanto muito importante adequar-se à necessidade de cada animal.

3 – Quantidade de alimentos:
Alguns peixes lentos demoram mais para acessar o alimento, enquanto outros que são nadadores mais eficazes levam vantagem na hora de comer. Pensando nisso, fica fácil perceber que muitos acabam por superalimentar geralmente os mais rápidos e subalimentar os mais lentos. Associado a este problema, geralmente temos o fato de se colocar comida demais no aquário na tentativa de suprir os mais lentos, comprometendo com isso a qualidade da água de nosso aquário.

4 – Tempo total de alimentação:
O tempo para os peixes consumirem todo o alimento não deve passar de 5 minutos, independente do tipo de ração. Todo e qualquer alimento que não for consumido se decompõe rapidamente, levando assim à deterioração da água, comprometendo o pH, e contribuindo para o crescimento de algas e altos índices de amônia. Além de todos esses prejuízos, a ração ainda perde grande parte das suas qualidades nutritivas quando permanece por mais tempo na água. A vitamina C, como exemplo, se dissipa na água com bastante facilidade.

Portanto, a melhor medida é dar pequenas porções alimentares, em média, três vezes ao dia. Assim, os mais rápidos se alimentam primeiro e os mais lentos não passam fome.

Tipos de rações

  • Ração peletizada: Por meio da combinação da umidade, calor e pressão, as partículas menores são aglomeradas, dando origem a partículas maiores. Sua estabilidade na superfície da água deve estar em torno de 15 minutos, o que garante sua qualidade por mais tempo. Esse tipo de ração reduz as perdas de nutrientes na água e diminui a seleção de alimento pelos peixes. Porém, tem um custo de produção mais elevado, quando comparada à ração farelada, o que acaba resultando em um preço final superior aos consumidores.

  • Ração extrusada: A extrusão consiste num processo de cozimento em alta temperatura, com pressão e umidade controladas. Sua estabilidade na superfície da água é bem maior comparada a outros tipos de ração, tornando o manejo alimentar com esse tipo de ração mais fácil e eficiente. Atualmente, tem sido uma das formas de ração mais indicadas para aquaristas.

  • Ração farelada: Os ingredientes deste tipo de ração são apenas moídos e misturados. Sua utilização é recomendada com cautela, uma vez que as perdas de nutrientes são muito grandes, causando não só problemas aos peixes, como também a poluição da água dos aquários. Porém, por terem um processo de produção mais simples, são também mais baratas.

  • Ração em flocos: São aquelas formadas por finas camadas secas e esmagadas do preparo alimentar. Estas rações existem uma imensa variedade e são apreciadas por varias espécies de peixes. Algumas flutuam por mais tempo, enquanto outras afundam mais depressa. Isso depende principalmente de características como textura, tamanho e espessura, sendo importante se certificar destes detalhes através das especificações técnicas de cada marca e produto, comparando com o hábito alimentar dos seus peixes.

 

Fonte: peixeseaquarios.com.br

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Conheça a compatibilidade de peixes em um aquário

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Os peixes são animais incríveis e complexos. Não existe essa história de peixinhos coloridos felizes e juntinhos. Infelizmente, por muitos não entenderem isso, alguns aquários são completamente mal organizados e montados. Ter um aquário não é apenas ter um recipiente cheio de coisinhas coloridas nadando pra lá e pra cá, essa não é a essência do Aquarismo e tampouco a sua íntegra.
Um aquário é uma tentativa de proporcionar a esses incríveis animais, as melhores condições de vida o possível. Algo que quebra essa ideia é a total incompatibilidade de espécies. A natureza é fascinante, e não mantém espécies separadas à toa. Por exemplo, peixes asiáticos não devem ser colocados com peixes americanos ou africanos. Em alguns casos, a mistura pode ser feita, mas na maioria dos casos, essa mistura faz com que os aquários sejam “rings” de brigas ou com que os peixes fiquem completamente apáticos e acabem morrendo.

Basicamente, os peixes são divididos nas seguintes categorias:

Poecilídeos

Os Poecilídeos são peixes mais apropriados para iniciantes, dependendo das condições, se dão bem em aquários comunitários, podendo até servir no combate de algas em aquários (molinésias) e de larvas de mosquito em lagos (qualquer poecilídeo). Esses peixes podem apresentar disputas, principalmente machos, mas, se as condições de tamanho, pH, etc forem atendidas, são peixes simples de se cuidar e muito recomendados a iniciantes.

Anabantídeos

Esta família de peixes se propagou no Aquarismo devido ao “sucesso” do peixe betta (Betta splendens) entre os iniciantes. Porém, a família abrange muitos outros peixes além do conhecido betta. Entre os anabantídeos estão os: tricogasters, colisas, gouramis, entre outros. Esses peixes já são mais complicados em relação à interação com outras espécies. Por serem peixes basicamente agressivos, peixes muito lentos ou “cutucadores” não são boas companhias. Com esses peixes, o tamanho do aquário é algo fundamental para o sucesso. Lembrando também que a maioria dos anabantídeos são asiáticos, não devendo ser misturados com americanos ou africanos.

Ciprinídeos

Esta provavelmente é a família mais conhecida de peixes no Aquarismo. Afinal, é nela que está o famoso peixinho dourado. Essa família se divide basicamente nos seguintes grupos: barbos, danios, rásboras, lamnidae e peixes de água fria. Apesar de pertencerem à mesma família, esses peixes tem características bem diferentes entre si, por isso, é interessante analisar cada uma delas.

  • Barbos: peixes ligeiros e cutucadores, devem ser mantidos em cardumes para que os outros peixes sejam menos incomodados, além disso, aquários pequenos são como um castigo para esses peixes ariscos. Para sua companhia em aquários, são recomendados peixes também ariscos e com faixa de pH semelhante, visto que entre os barbos, esse faixa varia;
  • Danios: nessa aba da família, se encontra o “paulistinha”, um peixe muito usado no Aquarismo. Os Danios são extremamente pacíficos e ariscos. Devem ser mantidos em espaços grandes, pois gostam de correr por todo o lado. Para sua companhia, peixes rápidos e não muito maiores que eles;
  • Rásboras: muito apreciadas quando estão em cardumes densos. Basicamente, são dóceis e não implicam com outros peixes. Para dividir o ambiente com rásboras, são ideais peixes também cardumeiros e não muito lentos;
  • Lamnidae: aqui são encontrados os lábeos, os comedores de algas e o bala-shark. Esses peixes normalmente não toleram outro indivíduo da mesma espécie ou até do mesmo ramo (ex: labeo bicolor e labeo frenatus). São peixes muito bonitos e crescem bem. Alguns são bons no combate às algas. Para comunitários, são ideais peixes mais rápidos. Lembrando que no caso dos comedores de algas, os peixes que possuem mucos não devem ser misturados;
  • Peixes de água fria: são peixes pacíficos e “bobos”. Ideais para lagos, esses peixes são erroneamente colocados em aquários, onde são confinados a uma vida desconfortável e curta. Por crescerem muito, lagos são a melhor opção, a não ser que o aquário seja grande o suficiente. Em geral, não é bom coloca-los com muitos peixes. Basicamente, se dão bem entre si, tolerando peixes limpadores e poecilídeos. Esses peixes não brigam, porém, não reagem a nada que é feito com eles.

Caracídeos

Esta é uma família muito interessante, pois dentro dela estão os lindos e temperamentais “tetras”. Os peixes dessa família são, em geral, cardumeiros e relativamente pacíficos. Dentro do grupo dos caracídeos, estão os seguintes tipos de peixe: tetras, pacus e peixes-lápis.

  • Pacus: peixes que atingem um tamanho grande, apenas alguns tipos devem ser colocados em aquários. Dentro do grupo dos pacus estão também as piranhas, peixes conhecidos pela voracidade em devorar carne. Os pacus grandes (tambaqui, tambacu, etc) são peixes que devem ser criados em lagos grandes, pois eles atingem tamanhos muito além do que um aquário normal comporta. Os pacus pequenos/médios (prateado, cadete, etc) podem ser mantidos tanto em aquários como em lagos, dependendo do tamanho do ambiente. As piranhas devem ser mantidas em cardumes da mesma espécie, pois elas são carnívoras e devoram qualquer outro peixe.
  • Peixes-lápis: geralmente coloridos e cardumeiros. Devem ser mantidos com peixes que não os incomodem frequentemente, além disso, peixes muito grandes ou lentos não são recomendados.
  • Tetras: estes peixes são incríveis. Cada um dos tetras tem uma beleza única e nova. São peixes cardumeiros e, às vezes, cutucadores. Alguns se sentem muito melhor em aquários plantados (ex: neon, matogrosso, etc). Para acompanhá-los, o ideal são peixes normalmente do mesmo tamanho ou um pouco maiores mas que não os incomodem. É bom lembrar também que nem todos os tetras são compatíveis entre si.

Cobitídeos

A famíia das bótias. Esses peixes são considerados por alguns como grandes coridoras. As bótias são peixes ariscos e coloridos. Apreciam muito a presença de tocas e locais escondidos. Algumas gostam de estar em cardumes densos. É bom lembrar que as bótias em geral são muito sensíveis às mudanças de temperatura. Esses peixes são, geralmente, pacíficos com outras espécies, porém, não gostam de ser cutucados ou incomodados. Também é bom ressaltar que bótias não combinam com aquários plantados, pois elas podem “desplantar” tudo rapidamente. As mais conhecidas são as bótias palhaço e YoYo.

Coridoras

As coridoras são peixes muito explorados. Alguns veem esses peixes apenas como faxineiros insignificantes. Porém, esses peixes devem ser tratados da mesma maneira que qualquer outro peixe. As coridoras são, geralmente, cardumeiras. Algumas só saem à noite, por isso, é bom que o aquário tenha muitos buracos e tocas. Esse peixe pode ser posto com praticamente todos os tipos de peixes, exceto os carnívoros, os africanos ou os muito grandes. Um aspecto importante é que os cardumes são específicos, por exemplo: uma coridora albina não anda em cardume com coridoras sterbai e vice-versa. É interessante lembrar também que esses peixes possuem ferrão em suas nadadeiras, por isso, é bom não manuseá-las sem o auxilio de uma rede.

Cascudos

Peixes vulgarmente conhecidos como “limpa-vidro”. Esses peixes são interessantes e necessitam de um bom espaço para poderem viver confortavelmente. Gostam de tocas, troncos e pedras no aquário. É bom lembrar que apesar de comerem algas, necessitam de comida específica. Para sua companhia, a maioria das peixes são colocados sem problema, com exceção de carnívoros e africanos. Alguns tem hábito carnívoro, e isso deve ser um fator na escolha de companheiros.

Killifishes

Peixes com cores exuberantes, muito apreciados pelos aquaristas. Em geral, são fáceis de se manter. A forma de criação mais usada é com um aquário para reprodução (um macho para uma ou duas fêmeas), porém, na natureza, convivem bem com outras espécies de peixes. Em aquários comunitários, convivem bem, desde que com parceiros amigáveis que não os incomodem, porém, quando estão em um aquário só seu, suas cores ficam mais vívidas.

Melanotaenias

As melanotaenias são peixes coloridos, ativos e cardumeiros. Apreciam a convivência em grandes cardumes, além de não incomodarem outros peixes. Aquários com plantas também são apreciados. Esses peixes são muito pacíficos, e isso deve ser notado na escolha de outros peixes caso o aquário seja comunitário. Peixes muito cutucadores podem fazer com que elas percam a cor e fiquem apáticas. Parceiros ideais são peixes ativos e que não incomodem outros peixes.

Ciclídeos Mbuna do lago Malawi

Os mais conhecidos ciclídeos do lago Malawi são os mbuna. A maioria é encontrada na costa, principalmente nas rochas. O comportamento agressivo e as cores vibrantes (principalmente nos machos) são marcas indispensáveis da espécie. Por serem territoriais, na natureza, alguns machos permanecem no mesmo local por anos. Em aquários, esses peixes não devem ser misturados com nenhum outro por vários motivos, tais como: qualidade da água, agressividade, especificidade do local onde vivem, entre outros. Esses e outros fatores tornam os mbunas peixes peculiares, bem como os outros ciclídeos africanos. O aquário pra mbunas deve ter abundante pedragismo, com muitas tocas e esconderijos. Para substrato, quase sempre usa-se cascalho fino (como areia). O aquário deve ser espaçoso para manter os peixes em questão, aquários apertados não dão certo para mbunas. Para conviver com esses peixes, não é recomendado nenhum outro tipo. Além disso, deve-se colocar apenas um macho de cada espécie no aquário, sendo um macho para cada 2-5 femeas, nem machos de outras espécies com coloração parecida são aceitos.

Ciclídeos Haps do lago Malawi

Os haps vivem afastados da costa e também próximos da mesma, porém, em áreas abertas e possuem algumas características interessantes, a principal é o fato de apreciarem cardumes (mesmo de diversas espécies). Apesar de apreciarem a vida em cardumes, isso não os torna dóceis. Os haps são extremamente territorialistas, e podem inclusive comer indivíduos muito pequenos. Alguns haps podem atingir mais de 30 cm, por isso, um aquário para haps deve ser bem espaçoso e deve possuir bastante espaço aberto para nado livre. Os machos não toleram outros de mesma espécie e nem de outra espécie com cor parecida, além disso, recomenda-se entre 2 e 5 fêmeas por macho.Como companhia, não é recomendado nenhum outro tipo de peixe, pois este tipo de ciclídeo é muito agressivo.

Ciclídeos do lago Tanganyika

Os ciclídeos desse lago são chamados de “tangs” (travo, ou algo com odor forte), esse nome deriva do nome do lago. Esse lago possui muitas espécies de peixes, e nem todos podem ser colocados juntos. As espécies do mesmo, basicamente, dividem-se pela zona do lago onde vivem. Existem os tangs das zonas areosas e os tangs das zonas rochosas além dos que vivem nas duas zonas (ex: frontosa). Como todos os ciclídeos, os africanos são extremamente territorialistas e agressivos. Para criá-los, é necessário um aquário de grande porte, com pedras e tocas. Sua agressividade é basicamente entre machos da mesma espécie e entre outros tipos de peixes, após formarem uma hierarquia, as disputas se amenizam, por isso, não é recomendado mistura-los com outros tipos de peixe.

Ciclídeos do lago Vitória

Os ciclídeos desse lago são agressivos como todos os outros africanos, e isso torna desses peixes habitantes exclusivos de seus aquários. Por seus parâmetros adversos e comportamento intrigante, esses peixes devem ser mantidos sem nenhum outro tipo de peixe no aquário. O aquário deve ter rochas, tocas e também algumas zonas areosas.

Ciclídeos anões sul-americanos (apistograma)

Os apistogramas são peixes que fazem sucesso entre os aquaristas que já tem uma certa experiência com o Aquarismo. Podem ser mantidos das seguintes maneiras:

  • Em comunitários: vivem bem, porém não suportam ser incomodados. É bom lembrar também que poucos peixes são compatíveis com os apistogramas. Normalmente peixes sul-americanos de pequeno porte são indicados.
  • Em aquário para reprodução: coloca-se em um aquário o casal em questão, deve-se atender a todos os parâmetros ideais do peixe para obter sucesso na reprodução.
    É notório lembrar que esses peixes (a fêmea) fazem buracos para reprodução, e isso pode prejudicar a estética do aquário.

Ciclídeos sul-americanos (Jumbo)

Os ciclídeos americanos jumbo são peixes geralmente territoriais e devoram peixes menores que eles. O ideal é que sejam mantidos em lagos ou em aquários grandes apenas com peixes jumbo (de preferência americanos). São vorazes e brutos, por isso, o aquário não comporta muitos enfeites e plantas, apenas plantas de folhas grossas e pedras/troncos devem ser usados. Esses peixes também sofrem muito com a questão da incompatibilidade, pois são vendidos pequenos e, muitas vezes, comprados por iniciantes. Esses peixes são territorialistas, e o espaço deve ser de sobra para os habitantes do aquário.

Ciclídeos sul-americanos (discos e bandeiras)

Esses peixes merecem uma atenção em especial, pois seus comportamentos não se enquadram totalmente em nenhuma das outras categorias.

  • Discos: peixes muito sensíveis, devem ser atendidas todas as suas necessidades de qualidade da água. Gostam de viver em cardumes, e em lugares espaçosos. Aquários plantados são um bom habitat para eles. Para companhia, apenas tetras (nem todos) e alguns outros peixes são ideais. Os peixes limpadores são outro problema, apenas as coridoras podem conviver com discos, pois os outros atacam sua mucosa, causando sua morte.
  • Bandeiras: parecem com os discos, exceto quanto a sensibilidade e quanto aos companheiros que podem estar com ele. Os bandeiras são extremamente territorialistas entre si, e quando se reproduzem, eles são agressivos com qualquer um que chegue perto. Por esses fatores, são recomendados cardumes com mais de 5 indivíduos (isso ajuda distribuir as brigas) e aquários grandes. Apreciam aquários plantados. Para sua companhia, peixes mais ágeis podem ser colocados, desde que não o incomodem, alguns tetras também ficam bem com bandeiras.

Biótopos

Alguns aquaristas, na esperança de dar o melhor aos seus peixes, montam aquários biótopos. Esses aquários tentam reproduzir na íntegra determinada região, tal como: um rio, um lago, etc. Para biótopos, são usadas apenas espécies de peixes e plantas contidas na região em questão, além dos parâmetros da água e do paisagismo ideal. É uma excelente alternativa para quem já está a mais tempo no Aquarismo.

Fonte: Site Aquaflux

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