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A diversidade de formas dos peixes ornamentais contribui para o aquarismo ser tão interessante.

Posição da boca

Podemos entender o hábito alimentar dos peixes observando a posição da boca. Aqueles que têm boca superior, ou seja, voltada para cima, como o Aruanã (Osteoglossum bicirrhousum), capturam o alimento sempre na superfície. Por outro lado, aqueles com a boca inferior, ou seja, virada para baixo, buscam o alimento no fundo. Assim se comportam espécies como Coridoras e Botias (Chromobotia sp). Temos ainda aqueles com boca terminal, voltada para a frente que se alimentam preferencialmente no meio da água, nem na superfície nem no fundo. É possível observar esse hábito nos Barbos (Puntius sp).

Nadadeiras

São divididas em nadadeiras pares (aparecem em dupla: as peitorais e pélvicas) e ímpares (só existe uma no peixe: anal, dorsal e caudal). A anal e a dorsal são estruturas estabilizadoras, que mantêm o peixe na vertical. As peitorais e pélvicas direcionam o nado. E a caudal impulsiona o peixe.

O formato da nadadeira caudal indica o hábito das espécies em relação ao nado. As de nado rápido, que habitam águas livres, têm o pedúnculo caudal (base da nadadeira) estreito e a nadadeira bifurcada, em forma de forquilha. O Cruzeiro-do-Sul (Hemiodus gracilis) é um bom exemplo. Nos peixes de nado lento, o pedúnculo é mais largo e a cauda, arredondada, como no Oscar (Astronotus ocellatus).

Busca por alimentos

Diversas espécies desenvolvem adaptações curiosas na busca por alimentos. A mandíbula inferior proeminente do Peixe-Elefante (Gnathonemus petersii), parecendo uma tromba é usada para revolver o fundo e localizar os alimentos. Com esse mesmo objetivo, outros peixes usam seus barbilhões, como as Coridonas, as Botias e Dojó.

Alguns anabantídeos, como Colisa (Colisa lalia) e Tricogaster (Trichogastrer sp), possuem papilas gustativas na ponta das nadadeiras peitorais, que são modificadas em finas e compridas “antenas”.

Tags : aquarismo
Terra Zoo

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