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Muito tem se falado sobre inteligência emocional em humanos. Agora já começa a se falar sobre inteligência emocional canina, que está ligada à mesma estrutura cerebral que nós humanos temos, chamada de sistema límbico, que controla as respostas aos estímulos, provocando alterações orgânicas nervosas e hormonais. É um conjunto de conexões entre órgãos responsáveis pela memória, medo, estresse, instinto sexual, personalidade, comportamento, entre outros.

Entre as condições necessárias para que o cão possa crescer estruturado e seguro para o enfrentamento dos desafios da vida diária, convém ressaltar:

  • Ambiente adequado: Com proteção, conforto, e acesso regular a locais para eliminação dos desejos, além de oferecer a possibilidade de movimento e exercício em instalações higiênicas.
  • Convivência com outros cães: A vida em grupos sociais caninos é essencial para os cães. Além disso, a convivência do filhote com a mãe e irmãos deve ser respeitada até pelo menos 8 semanas de vida.
  • Ser cão: Deve ser permitido que o animal expresse padrões normais de comportamento da espécie.
  • Dieta de qualidade: Deve suprir as necessidades fisiológicas e comportamentais do cão, evitando sobrepeso, a obesidade e desnutrição.
  • Proteção: Ele deve estar livre de dor, sofrimento, trauma e doenças.

Brincar faz bem para a saúde

Brincar estimula o bom funcionamento do organismo, melhora o equilíbrio, lubrifica e fortalece a articulação. Ajuda na socialização e interatividade com os donos e outros pets, tanto para os filhotes quanto para os animais adultos. E ainda por cima ajuda a manter o peso ideal do seu mascote. Um cão pleno e feliz é brincalhão, pois brincar é uma forma dele expressar as necessidades da espécie.

Além de ser muito divertido para os tutores também, brincar com o pet deixa o animal mais feliz e o ajuda a gastar energias, principalmente quando as brincadeiras acontecem ao ar livre, trazendo diversos benefícios físicos e mentais para os cães, da mesma forma que acontece com as crianças. Todos os cães precisam de atividades físicas e lúdicas. Por isso é importante fazer o enriquecimento ambiental deles com brinquedos de roer, farejar, que devem estar há disposição quando ele estiver sozinho. É importante que estes objetos sejam retirados quando o dono está em casa ( pois a presença do dono é uma forma de enriquecimento ambiental também).

O latido traduz o estado de humor do seu cão

O latido é a principal forma de comunicação dos cães. Sempre que um cão late ele quer te dizer algo. Quando o latido é em excesso, em geral, o cão quer expressar algum incômodo. Às vezes é difícil para o dono entender o que está causando este incômodo, que pode estar relacionado à frustração, estresse, dor, medo ou desejo de chamar a atenção.

Um cão feliz dá latidos esporádicos, pausados, junto com uma movimentação particular: com pulos “saltitantes”, correndo alegremente, de forma descontraída, com a boca aberta, abanando a calda. Aqueles latidos desesperados, que o cão parece perder o ar, mostra um animal que não tem confiança no potencial dele ou que ele não gostou, por exemplo, que você invadiu o território (mas não tem coragem de chegar perto, então tenta “ganhar no grito”). Esses cães podem morder se acuados, por isso não force a barra.

Estresse pode causar doenças no seu cão

Assim como nos humanos, cada vez mais a ciência tem comprovado a relação do estresse em cães com o aparecimento de doenças. O cão estressado, emite sinais visíveis pelo seu comportamento e através do corpo. Por outro lado, se estiver relaxado, apresentará uma respiração tranquila e sua musculatura também estará relaxada. O abanar da cauda mostra se ele está feliz, inclusive por meio da intensidade e velocidade do movimento, ou seja, quanto mais alegre e feliz, mais rápido vai abanar a cauda.

Cães felizes, que têm a companhia do dono diariamente, adoecem menos e não desenvolvem compulsividades por solidão como dermatites por lambedura. Cães são animais para conviver em família, por isso que longos períodos de solidão os tornam infelizes. Então, quando estiver em casa, supra esse período de solidão, mas não só brincando – senão você vira o brinquedo preferido do pet.

Como identificar um cão amigável e feliz

Pelo comportamento do cão podemos identificar se ele está relaxado, amigável e contente. Por outro lado, se ele apresentar sinais de estresse, como musculatura, focinho e lábios rígidos; corpo tenso; orelhas pra trás; não abanar a cauda; rosnados; tentativa de fuga; boca fechada; e olhos arregalados, com certeza estará para poucos amigos. Existem muitos outros sinais que, associados, também demonstram desconforto, como soltar a glândula adanal (cheiro forte), respiração acelerada, olhos vermelhos, salivação em excesso etc. Esses são indicativos de que o cão não está gostando da situação ou interação que está sendo feita com ele.

Um cão amigável geralmente vem ao seu encontro todo tranquilo, tenta pular, lamber, buscar sua atenção sem afobação. Nesse comportamento temos que tomar cuidado para não acentuar a ansiedade, o exagero no comportamento. O correto é fazer carinho quando ele se acalmar, mas muitos donos também estão ansiosos para rever seus pets e isso dificulta uma abordagem radical.

Sociabilização e equilíbrio emocional do pet

Cães precisam ser socializados de maneira correta, sendo apresentados a barulhos de diferentes intensidades, outras pessoas e animais. Isso vai ajudá-los a diminuir o medo e a ansiedade.

Os cães têm formas diferentes de nós de sociabilizar, para eles o olfato e a linguagem corporal tem grande relevância neste processo, assim como a vocalização. Até os 5 meses de idade, cães devem ter contato com o maior número de estímulos, sons, pessoas e situações para que não se torne um cão ansioso e estressado. Ofereça enriquecimento ambiental enquanto ele estiver sozinho em casa (brinquedos, maneiras diferentes de ofertar comida, entre outros). Momentos de lazer e diversão são indispensáveis, assim como atenção e carinho.

Até os mais velhos podem ser sociabilizados, embora o processo talvez seja mais lento nessa faixa etária. A menos que o animal tenha alguma doença específica, sua cognição está preservada. Os métodos utilizados são idênticos aos das demais idades. O importante é que os tutores tenham paciência para que possam excluir padrões de comportamento já estabelecidos e adotar novas estratégias.

Não deixe seu cão crescer inseguro

Muitos cães são mais sensíveis por natureza e outros, não superam a fase natural de insegurança que é comum na fase de filhotes. As consequências disso podem ser variadas, mas boa parte delas não é nada boa para esses animais. Viver com essas sensações pode aprisionar o cão à uma vida de isolamento e restrições, sem boas perspectivas de real inclusão. Todos os cães, especialmente na fase de filhotes, apresentam algum tipo de insegurança. Nosso papel é saber motivar os novos aprendizados e advogar por eles nessa etapa de construção do temperamento e da segurança do nosso pet. É aqui que está o elemento essencial que vai definir a real superação. Mas como colocar isso em prática?

As maiores causas de problemas de comportamento inseguro em cães são: ambiente conflitivo entre pessoas ou entre cães, local inadequado, punições, atitudes inconsistentes e contraditórias em relação ao que o cão pode ou não fazer, falha na sociabilidade, isolamento, negligência nos cuidados de saúde e monotonia. Por consequência, o animal ficará inseguro, ansioso, potencialmente agressivo e vulnerável a doenças orgânicas. A falta de consciência dos tutores deixa os pets confusos, inseguros e atrapalha o convívio familiar. O que for consentido uma vez deverá ser consentido sempre. E o que não é permitido não deverá ser permitido nunca.

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Terra Zoo

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