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História do Aquarismo

A domesticação de animais e o cultivo de plantas são muito antigas, e revelam o interesse do homem em trazer para perto de si as belezas encontradas na Natureza.

Capturar animais não costumava representar grande desafio. Em geral, resolvida a melhor forma de fazer da contenção, bastava fornecer alimento baseando-se na observação do que ocorria em ambiente natural. Sem levar em conta a questão ética do cativeiro, não era considerado muito difícil manter macacos em coleiras nem pássaros em gaiolas. Ter peixes sempre foi mais desafiador. Não só pela maior dificuldade para manter o ambiente aquático em condições adequadas para a sobrevivência, mas também por esse ambiente poder variar bastante conforme as espécies.

Pioneiros

Estudos arqueológicos mostram indícios de tanques de vidro para a manutenção de peixes no antigo Egito há 4.000 anos. Presume-se que a prática poderia ser para ornamentação ou para estoque de alimento. O famoso filósofo grego Aristóteles, além de escrever sobre varias ciências, como física e política, também foi um grande estudioso das ciências naturais. Descreveu várias espécies animais e estudou seus hábitos, entre elas 115 espécies de peixes. Nascia a ictiologia, ciência que estuda peixes.

Depois de Aristóteles, os chineses também foram grandes estudiosos dos peixes. Já no século XII, mantinham espécies ornamentais em aquários de vidros e faziam as primeiras reproduções controladas. O próprio surgimento do Goldfish (Carassius auratus), famoso peixinho dourado chamado de “peixe japonês” aconteceu na China e no Japão. A primeira publicação sobre manutenção de peixes ornamentas foi justamente o “Livro dos Peixes Vermelhos”, do chinês Chang Chi´Em-Tê, em 1596. Somente no inicio do século XVII é que o Goldfish foi levado para o Japão, onde novas variedades foram desenvolvidas, o que ajudou a popularizar a espécie.

Entra o vidro

Na época das grandes navegações, no século XVI, os portugueses difundiram na Europa a manutenção de peixes dourados em globos de vidro. No início do século XIX, começaram a aparecer aquários com aparência próxima a dos que existem hoje. Nos Estados Unidos, foi fundada a primeira a primeira Sociedade de Aquarofilia de Peixes Tropicais, que buscava difundir o conhecimento sobre as espécies mantidas em aquário. Enquanto isso, na Europa, eram inaugurados os primeiros aquários públicos. O pioneiro, de 1853, foi London Zoological Society. Vários outros surgiram na sequência, por toda a Europa.

O aquarismo se popularizou no século XX com o surgimento de muitas sociedades e organização de exposições e concursos. Nos anos 20, os brasileiros puderam conhecer os primeiros aquários, apresentados pelos japoneses. Em 1934, surgiu no nosso país a primeira loja especializada em aquários.

Era moderna

Durante o restante do século XX, a ciência do aquarismo evoluiu profundamente. Dominou-se o conhecimento sobre as reações químicas e interações biológicas. Os equipamentos e produtos foram aperfeiçoados para tomar simples e prática a manutenção de peixes. Com o surgimento do adesivo de silicone, nos anos sessenta, a construção dos aquários ficou muito mais fácil e segura.

Toda essa tecnologia permitiu também a construção e a manutenção de extraordinários aquários de visitação publica, como o moderno Georgia Aquarium, nos Estados Unidos, um dos maiores do mundo, com mais de 30 milhões de litros de água. Sua principal atração é o Ocean Voyager, um túnel com parede de acrílico curvo com mais de 50 cm de espessura, sob um tanque com mais de 20 milhões de litros de água salgada e mais de 60 mil peixes. Um verdadeiro oceano sobre a cabeça dos visitantes.

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