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Cuidados com a saúde neurológica do seu cão

Cães também sofrem de epilepsia, um mal comum nos consultórios dentro da Neurologia Veterinária. A epilepsia adquirida é menos comum que a epilepsia idiopática, que é quando não há decorrência residual de uma lesão e sim uma predisposição genética. Geralmente, os cães com epilepsia de origem idiopática tentem a demonstrar os sinais clínicos nos primeiros meses de vida, mas é possível que esses animais possam se manifestar ao longo dos primeiros 5 anos de idade ou até mais.

Como se manifesta?

Independente da origem da epilepsia, os sintomas desse distúrbio neurológico que afeta o encéfalo do pet podem variar desde algum tipo de alteração no comportamento, como lamber ou morder o ar, ficar ausente por alguns segundos, ficar mais agressivo, até crises convulsivas.

Todo epiléptico tem crises convulsivas, algumas mais brandas como crises locais nas quais há tremores nos lábios, nas pálpebras e/ou salivação excessiva até crises generalizadas, nas quais o animal perde a consciência, cai no chão, tem movimentos de pedalagem, tremores generalizados, pode se urinar, defecar e salivar excessivamente.

Primeiros socorros

No momento da crise, deve-se acomodar o animal em algum lugar macio e seguro, para que não haja perigo de ele cair no chão, além de contê-lo gentilmente até a crise passar.

Quando se pensa em crises, tanto para pets como para humanos, o senso comum recomenda a contenção da língua para que o indivíduo não engasgue. Contudo, o neurologista garante que essa pratica é muito perigosa. De forma alguma, coloque a mão na boca do animal, pois há perigo de se machucar ou ser mordido.

Após o término da crise, que dura alguns segundos ou minutos, os tutores devem levar o pet a um veterinário afim de examiná-lo e iniciar o tratamento. Em hipótese alguma dê ou aumente a dose dos anticonvulsivantes por conta própria, pois essa medicação sem recomendação profissional pode causar problemas para o cachorro.

Diagnóstico preciso

O principal meio de estabelecer um diagnóstico correto dos distúrbios neurológicos, é com um relato descritivo, no qual os tutores irão contar o cotidiano do pet e todos os comportamentos que possam indicar algo atípico. Vale salientar que o fato de o cão ter apenas uma crise convulsiva, não significa que ele seja epilético, ao salientar que com a continuidade das crises, independente do motivo, os tutores devem encaminhar o animal a um especialista para fazer exames conclusivos. Analise do liquido cérebro espinhal e ressonância magnética são os exames mais indicados na busca de um diagnóstico definitivo.

Como tratar?

Por ser uma doença muitas vezes atribuída a um fator genético, alguns tratamentos podem amenizar os sintomas. Esses animais, geralmente, respondem bem ao tratamento com drogas antiepiléticas, incluindo o fenobarbital e o brometo, que no Brasil são as medicações mais usadas para essa condição.

Fora o tratamento medicamentoso, os tutores podem associar, com o aval de um profissional, terapias alternativas, inclusive mudando hábitos desses animais e sua alimentação.

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