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Treinamento deve ser feito por adestrador profissional, caso contrário, tutores inexperientes podem se machucar e correr riscos

Entre as diferentes raças, há cães com os mais variados temperamentos. Calmos, ativos, protetores; cada um possui características particulares. Alguns tutores tentam atenuá-las ou até mesmo modifica-las, mas será que é possível alterar por completo o comportamento de um cão? A dúvida é comum entre aqueles que, por exemplo, buscam transformar um pet extremamente dócil e submisso em um protetor. Adestradores afirmam que é possível transformar um cão, mas a metodologia para essa alteração deve ser bem avaliada e aplicada. Uma das premissas da psicologia é a que diz que ‘todo comportamento é passível de modificação’, mas muitas vezes o trabalho será bem grande.

Como educar um cão de guarda?

É necessário salientar que o temperamento ideal do dito cão de proteção não é violento, muito pelo contrário, é seguro e equilibrado. Ou seja, ao contrário do que pensam, cães que demonstram comportamentos de agressividade nos portões de residências, por exemplo, na grande maioria das vezes, são animais que podemos considerar como exímios protetores. Um cão protetor deve ser emocionalmente e fisicamente forte, e manter o equilíbrio em situações em que depara-se com estímulos negativos para que possa atuar de acordo com o que foi previamente ensinado. Isso porque, o medo excessivo pode gerar a chamada “Neurose” (colapso psicológico), daí por diante o cão não consegue aprender e, inclusive esquece comportamentos já assimilados. Também pode ser agressivo com outros cães da própria casa ou com a família humana, além de poder travar sua musculatura ou, se tiver oportunidade, fugir da situação adversa.

É importante verificar inicialmente se o medo ou a passividade são reflexo do manejo do cão quando filhote e\ou adulto, ou se têm influência genética. Se for genético, por incrível que pareça, é mais simples de mudar, comparando-se a um trauma. Animais emocionalmente abalados podem ser mais difíceis de lidar, pois, para educá-los, é necessário compreender a origem e as consequências geradas pelo trauma. Caso contrário, qualquer tentativa pode aumentar o problema. Portanto, embora a modificação comportamental seja possível, é necessário ter consciência de que ela nem sempre é viável.

Perigos durante o adestramento

Tentar adestrar um cão com métodos violentos nunca é recomendado. Pode ser perigoso para ele e para o tutor. A agressão traumatiza o cachorro, que por sua vez responde por medo e não por entender que o que fez não é correto. Logo, o uso de uma linguagem mais próxima do natural é importante para facilitar um condicionamento e evitar possíveis traumas. A falta de clareza na comunicação com o animal pode, por exemplo, generalizar seu comportamento. Ou seja, estímulos aversivos oriundos de seres humanos que se arriscam a dar treinamentos equivocados podem fazer com que o cão entenda que todos os seres humanos oferecem risco para sua sobrevivência, o que estimulará a morder indiscriminadamente as pessoas por se sentir em constante perigo na presença delas. A influência do dono é muito importante, mas isso não quer dizer que ele esteja habilitado a treinar o cão sem orientação técnica. É importante destacar que adestramentos inadequados podem gerar situações perigosas e, até mesmo, incontroláveis.

Os perigos são relatados em um estudo da US National Center for Injury Prevention and Ccontrol, que pesquisou registros de mortes relacionadas a ataques de cães nas últimas décadas e descobriu algumas tendências. Muitas vítimas são fatores determinantes no desencadeamento da tragédia. Em 53% dos casos fatais, foi constatado que o cão não fora corretamente ensinado, mas simplesmente provocado. O adestrador ainda aponta que cães que ficam acorrentados presos em pequenos quintais, têm três vezes mais probabilidade de atacar pessoas.

Tags : adestramentocachorrocachorroscãescomportamentocuidadoscuriosidadepet
Terra Zoo

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