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adestramento

 

Existem vários motivos que podem levar um tutor a querer adestrar seu pet, como a agressividade, compulsão, fazer necessidades fora do lugar, puxões no passeio, medo, fobias, ansiedade de separação, gravidez psicológica, entre outros.

Falando de mau comportamento, o maior erro do tutor, é deixar a situação se agravar até ao extremo ou até o ponto em que ele perca a paciência. Se isso acontecer, é sinal de que a convivência com o animal não é tão harmoniosa quanto deveria ser. E é nessa hora que há um grande desgaste na relação, o que muitas vezes até motiva os tutores a abandonarem seus pets.

Então, se você tem um animal de estimação com comportamento indesejável, não deixe para depois, pois seu melhor amigo pode estar precisando de ajuda agora. Chamar um especialista é muito importante para manter a relação firme e forte com o pet. Aliás, é sempre bom realizar esse trabalho em conjunto com um veterinário, pois, muitas vezes, o problema é clinico.

Um dos erros comuns é quando alguns tutores pensam que podem resolver os problemas comportamentais de seus cães sozinhos, o que é uma grande ilusão. Por trás de todo adestrador sério existe muito estudo e dedicação, fora a própria experiência do profissional. Vamos supor que você tenha acabado de adotar um amigão adulto. O procedimento é o mesmo de um filhote: ao longo dos dias, a timidez vai embora e seu novo amigo mostrará quem realmente é. Proporcionar um ambiente saudável e com suporte de adaptação sem estresse é muito importante.

Quando devo iniciar o adestramento do cão?

Comece a treinar seu cão na hora certa e tenha um pet muito mais equilibrado.

Como é bom ter filhote em casa! Com aquela carinha de bebe e disposição de sobra, eles fazem a alegria de seus tutores. Mas junto de tudo isso vêm as bagunças e os hábitos ruins. Então, precisamos estar preparados para que a convivência dentro e fora de casa não se torne algo desagradável.

Tanto faz se são cães de raça ou SRDs (sem raça definida), o importante é começar o adestramento logo cedo. Aos 50 dias de vida, os animais têm uma capacidade incrível de aprendizado e condicionamento. Ou seja, nesse período os cães estão em fase de aprendizado, e quanto mais exemplos legais e comportamentos corretos ele tiver contato, melhor poderá ser seu comportamento no futuro.

E depois de adulto?

Adestrar mais tarde pode ser difícil, pois temos que extinguir comportamentos que já estão fixos e trocá-los por outros. Mas é perfeitamente possível ensinar um pet mais velho, ainda que demore um pouco mais para ele aprender.

Quanto antes você chamar um adestrador, mais fácil será reverter qualquer situação que esteja te desagradando. Ao longo da vida, os cães vão aprendendo coisas novas e muito desses comportamentos são indesejáveis, logo, adestrar um cão em qualquer fase da vida é muito importante.

Os treinamentos são fundamentais para também enriquecer o dia do peludo de estimação, gastar sua energia acumulada e treinar seu cérebro com atividades novas.

Regras Gerais

  • Paciência: É preciso ter muita paciência para que os cães possam entender cada expressão.
  • Tenha calma: Cada um tem o seu tempo de aprendizagem.
  • Diversão: Aprender, para eles, tem que ser algo prazeroso, pois assim vão repetir o comportamento mais vezes.
  • Seja carinhoso: Demonstre orgulho a cada etapa. Um cachorro adora trabalhar para seu líder. Demonstrar satisfação nas horas certas, com certeza trará mais resultado nos treinos.
  • Respeite limites: Não ultrapasse os limites do seu animalzinho. Sessões longas e chatas podem fazer com que seu pet perca o interesse no treino.

Treino de adestramento com mais de um cão: como fazer?

Pode até parecer complicado, mas algumas técnicas simples deixam tudo mais fácil.

A missão de adestrar dois ou mais cães que residem na mesma casa pode parecer uma tarefa impossível. No entanto, mesmo com todos os entraves considerados difíceis de superar, é perfeitamente possível que todos aprendam juntos. A primeira coisa é não ter pressa. Cada cão tem seu temperamento individual e aptidão específica para assimilar os treinos. Portanto, é importante respeitar a característica de cada um durante o adestramento.

O ideal é começar com sessões individuais para cada pet, para que eles possam se concentrar e evoluir cada um ao seu tempo. Alguns cães podem aprender vários comandos em uma única sessão, enquanto outros não conseguem manter o foco por muito tempo e precisam de mais tempo. Então, antes de reunir a “turma” toda para as sessões de adestramento, uma dica é ensinar primeiro o “senta” e o “fica”.

Hora de ensinar a tropa reunida

Quando os cães já estiverem respondendo a alguns comandos e se mostrarem motivados, é hora de começar a reuni-los nos treinos. Lembre-se que cada cão pode preferir um tipo de recompensa diferente. É preciso conhecer cada um deles e descobrir o que os motiva para os treinos de adestramento.

Enquanto você ensina truques novos para um, peça para o outro sentar e ficar. Para finalizar, basta falar “muito bom” e recompensar a cada um que tiver esperando.

Pode ser que no começo os seus pets briguem, mas eles vão acabar se dando bem.

Treino de adestramento com vários cães é uma maneira de ensiná-los a manter o autocontrole, já que precisarão esperar até que a sessão com outro pet termine para que possam receber sua recompensa. Da mesma forma, treinar os cachorros da mesma casa juntos também é uma maneira eficiente de promover associações positivas entre eles.

Adestramento melhora o convívio com cães de grande porte

Fica muito mais fácil de conviver com cães de grande porte, quando eles são educados. É, portanto, importante começar a ensinar o seu cão desde cedo. Antes de tudo, devemos entender que temos que criar um relacionamento de confiança e respeito com o cão. Para isso, temos que ser justos na forma como tratamos, pois o aprendizado depende de um ambiente tranquilo e saudável. Ser justo com o cão é não exigir aquilo que ele ainda não aprendeu. Outro ponto importante a que devemos estar atentos é a saúde dele. Problemas podem alterar fortemente o comportamento dos cães. Falta de apetite, alergias, fezes com aparência ou odor anormais ou ingestão de água em excesso são exemplos de sinais que podem ser indicativos de doenças.

As recompensas na educação dos cães funcionam como combustível poderoso para mantê-los motivados a fazer qualquer coisa que resulte em sua obtenção. Elas podem ser a ração do dia, um petisco, um brinquedo, um passeio ou simplesmente um carinho. Usaremos essa motivação para obter recompensas para que os cães façam o que queremos, ou ainda, para que deixem de fazer aquilo que julgamos inadequado. Isso aplica a qualquer porte de cão, e o tempo e a qualidade de recompensas dependerão da motivação individual de cada um.

Limites e correções

Os treinadores apontam que este é certamente o ponto mais controverso no treinamento de cães. Limites e correções são necessários, principalmente, quando falamos que cães de grande porte e raças de guarda como Rottweiler, Pastor Alemão, Dobermann, entre outros. Assim as correções físicas utilizando a guia ou mesmo as mãos com o objetivo de interromper algo indesejado são importantes e a força usada deve ser proporcional. No entanto, maus tratos são totalmente condenáveis, sendo considerados crime, além de abalar a confiança do cão e deixá-lo inseguro.

Entenda a diferença entre correção e obediência no adestramento

O adestramento, qualquer que seja o objetivo, é uma forma de tornar a comunicação entre donos e animais mais assertiva e eficaz. Com as aulas e os treinos, o pet aprende limites e as condutas que são esperadas dele. O dono também compreende como deve expressar as suas vontades e como as suas condutas podem influenciar nos comportamentos que o animal adota.

O primeiro passo para estreitar esse relacionamento é ensinar alguns comandos. “Senta”, “deita”, “fica”, “vem”, entre outros, serão muito úteis no dia a dia para que fique claro o que cada um quer ou deve fazer. Recomenda-se começar pelos comandos mais simples e ir evoluindo. Ao levar o pet ao veterinário, por exemplo, pedir para o cão se deitar e “fingir de morto” pode ser interessante para que ele seja examinado. Durante o passeio, um “senta” pode fazer o animal aguardar para atravessar a rua.

Na hora da correção

Além das atividades rotineiras, os comandos também são fundamentais para a correção e modificação de problemas comportamentais, uma vez que ajudam a estabelecer limites e permitem que o pet saiba o que se espera dele. Por exemplo, quando se tem um cão muito eufórico para passear, uma dica é dar umas voltas pela casa e, quando ele estiver mais calmo, se dirigir a porta e pedir que se sente e aguarde o seu comando para sair para a caminhada. A tendência é que já saia mais tranquilo.

Fazer isso com um cachorro que não sabe sentar ou ficar é impossível e o deixará muito mais ansioso, pois ele não entende o que está acontecendo!

Apesar de os comandos serem mais diretos do que os treinos de correção, eles fazem parte do planejamento do adestrador. Por isso, o mais importante é identificar o que está motivando a conduta inadequada e traçar estratégia de acordo com a personalidade do bicho e o ambiente onde ele vive.

É muito legal fazer comandos, porque os cães acabam respeitando mais e ficando mais educados!

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