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ANIMAIS TÊM SENTIMENTOS?

Semelhanças básicas entre os sinais celebrais dos humanos e de alguns animais mostram que os mamíferos, as aves e os invertebrados como o polvo também apresentam estados mentais, ações intencionais e inteligência.

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Durante séculos, o meio acadêmico se mostrou cético com relação á capacidade de os animais demonstrarem sentimentos, como a dor ou o prazer. Mais esse posicionamento vem mudando na medida em que a ciência acumula um número significativo e crescente de evidencias que apontam para a existência de emoções e sentimentos em varias espécies animais.

Na Declaração de Cambridge , em  7 de julho de 2012, um grupo de destaque internacional de neurocientistas cognitivos , neuropharmacologists , neurofisiologistas , neuroanatomistas e neurocientistas computacionais reuniram-se na Universidade de Cambridge para reavaliar os substratos neurobiológicos da consciência experiência e comportamentos relacionados em animais humanos e não-humanos . No documento, 25 renomados cientistas afirmam que o ser humano não é o único a gozar de consciência. Semelhanças básicas entre os sinais celebrais dos humanos e de alguns animais mostram que os mamíferos, as aves e os invertebrados como o polvo também apresentam estados mentais, ações intencionais e inteligência.

Nesse contexto, cresce o clamor de segmentos da sociedade por respeito aos animais. Demanda que aumenta na medida em que evoluem os valores morais e os princípios éticos que norteiam e equilibram o convívio em sociedade. Dessa evolução, nasceram manifestações no Brasil e no mundo pela inclusão dos animais como sujeitos de direito.

O próprio reconhecimento da ciência animal – ou seja, a capacidade de outros animais terem sensações e percepções conscientes sobre o que acontece consigo ou ao seu redor – reforça a tese de que eles são indivíduos e não coisas ou propriedades.

O assunto é complexo e não se esgota facilmente. Por isso, o Conselho Federal de Medicina Veterinária (CFMV) vem atuando, por meio da comissão de Ética, Bioética e Bem – estar Animal (CEBEA/CFMV), para atender a demanda da sociedade, como o melhor tratamento aos animais, ao longo de13 anos, a CEBEA encabeçou diversas iniciativas relevantes, com destaque para resoluções sobre bem-estar animal, ética profissional e bioética, além de fóruns discussão realizado em todo país. Recentemente, por exemplo, o CFMV, numa parceria com a Universidade Federal do Paraná  (UFPR), reuniu em Curitiba, no III Congresso Brasileiro de Bioética e Bem – Estar Animal, mais de 700 pessoas, entre profissionais e estudantes de medicina veterinária. Durante três dias, uma equipe de renomados especialistas promoveu debates aprofundados sobre temas relevantes para o bem estar animal no Brasil e no mundo.

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